Porto de Santos: José Yunes afirma que Temer sabia detalhes de entrega de Funaro

Via Jornal GGN em 23/4/2018

O amigo e ex-assessor especial de Michel Temer, José Yunes, vem entregando informações que podem encurralar o presidente nos inquéritos que apuram emedebistas. Na última, Yunes afirmou que detalhou ao mandatário uma entrega solicitada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em 2014, do operador do partido Lúcio Funaro.

O depoimento integra as investigações da Operação Skala, que prendeu Yunes e outros amigos de Temer, como o coronel da Polícia Militar João Batista Lima. O ex-assessor do presidente afirmou que quando lhe contou detalhes sobre a entrega de Funaro, Temer não tinha conhecimento anterior sobre o caso.

“Inclusive o depoente falou para Temer que ficou estarrecido com a tal figura deliquencial, ao tomar conhecimento pelo Google sobre envolvimento em escândalos por Lucio Funaro”, descreveu a PF sobre as afirmações.

Funaro em sua delação premiada narrou que foi ao escritório do ex-assessor especial de Temer para buscar R$1 milhão, a pedido do ex-ministro da Secretaria, Geddel Vieira Lima, que foi flagrado com a mala de dinheiro. Em suas declarações, disse ter certeza que Yunes sabia que se tratava de repasses de dinheiro.

O amigo de Temer também trouxe mais detalhes sobre a venda de uma casa à Marcela Temer, tendo comprado a propriedade, segundo ele, por R$750 mil e vendido por R$830 mil. Sobre as contas bancárias usadas para fazer as transações, disse não se lembrar.

Apesar de as novas apurações não terem relação direta com o esquema de investigação de propina no decreto dos Portos, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a PF compartilhe os dados encontrados nas buscas e apreensões feitas na casa de Loures e do coronel, além das empresas Argeplan e Rodrimar, no âmbito dessas investigações;

“A Procuradora Geral da República requer: c) a conclusão pela autoridade policial das análises dos bens apreendidos que ainda não foram juntados aos autos”, solicitou a PGR. Entre os documentos da busca realizada na Operação Patmos, a PF explicitou que o coronel Lima teria acesso direto ao presidente Michel Temer

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