Delegado da PF será punido após defender prisão de Temer, Alckmin e Aécio

PF DESAUTORIZA SEU DELEGADO QUE DEFENDE PRISÃO PARA “OS OUTROS LÍDERES, TEMER, ALCKMIN, AÉCIO ETC.
Via Agência Estado em 9/4/2018

A Polícia Federal desautorizou seu delegado Milton Fornazari Jr. que, em sua página no Face, postou mensagem na noite de sábado, 7, logo após a prisão de Lula. “Agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso, que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc)’.

Em nota, nesta segunda-feira, 9, a direção da PF informou que “as declarações proferidas são de cunho exclusivamente pessoal e contrariam o normativo interno referente a manifestações em nome da instituição”.

Diferentemente do que o Estado publicou, Fornazari não é o chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor). Ele exerceu a chefia da Delecor entre 26 de outubro de 2015 e 2 de novembro de 2016. Continua trabalhando na Delecor, na presidência de inquéritos sensíveis sobre corrupção e crimes financeiros.

A PF anunciou medidas administrativo-disciplinares “em relação ao caso concreto”.

A mensagem de Fornazari foi postada pouco depois de o ex-presidente Lula decolar em um avião da PF rumo a Curitiba, a terra da Lava-Jato, para cumprir a pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do famoso triplex do Guarujá.

“Lula preso. Objetivamente recebeu bens, valores, favores e doações para seu partido indevidamente por empresas que se beneficiaram da corrupção em seu governo”, escreveu o delegado. “Por isso merece a prisão.”

O delegado conclui sua manifestação afirmando que se as investigações futuras chegarem aos outros líderes que ele elencou “teremos realmente evoluído muito como civilização”. “Se não acontecer e só Lula ficar preso, infelizmente, tudo poderá entrar para a história como uma perseguição política.”

Delegado experiente, Fornazari tem em seu currículo a investigação sobre o cartel do Metrô e as fraudes no sistema metroferroviário de São Paulo em governos do PSDB. Ele também foi responsável pelo inquérito que apurou supostos desvios de recursos nas obras bilionárias do Rodoanel, em São Paulo, e é especialista em cooperação internacional para identificação de lavagem de dinheiro e ocultação de valores.

O post de Fornazari contrariou a cúpula da PF. “O mencionado servidor não faz parte do corpo diretivo da PF em São Paulo e tampouco é porta voz desta instituição. A PF jamais se manifesta oficialmente por meio de perfis pessoais de seus servidores.”

Na nota, a cúpula da PF diz que “reitera seu compromisso, como polícia republicana, de trabalhar de forma isenta, discreta e apartidária, nos estritos limites da lei”.

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APÓS REPÚDIO INTERNACIONAL À PRISÃO DE LULA, LAVA JATO COGITA SACRIFICAR UM TUCANO
Via Blog da Cidadania em 9/4/2018

Após forte repercussão negativa no exterior devido à prisão do ex-presidente Lula, com personalidades e entidades dos quatro cantos da Terra falando em “naufrágio da democracia brasileira”, investigadores ligados à operação prometem, AGORA, “apurações contra líderes de outros partidos”.

O delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Júnior, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor), afirmou em uma rede social que “agora é hora de serem investigados, processados e presos os outros líderes de viés ideológico diverso, que se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no Brasil (Temer, Alckmin, Aécio etc).”

Há dúvidas em relação a isso, já que há outros políticos do PSDB que já foram até condenados em segunda instância, como o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo, de Minas, e até agora a Justiça nem sequer cogitou a prisão, o que está sendo visto, no exterior, como prova de que Lula foi alvo de perseguição política.

O jornal O Estado de São Paulo procurou no sábado as assessorias do presidente Michel Temer (MDB), do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas, até a noite deste domingo, 8, nenhuma delas se havia manifestado.

Temer foi denunciado duas vezes e é investigado em um inquérito pela Procuradoria-Geral da República. Aécio foi denunciado e é investigado na Lava-Jato. Alckmin é investigado em inquérito por caixa 2 no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em razão da delação da Odebrecht.

O texto de Fornazari foi publicado no sábado, 7, no momento em que Lula era levado pela PF para Curitiba (PR). A um amigo que lhe perguntou se podia compartilhar, ele respondeu: “Fique à vontade”.

No domingo, 8, porém, segundo o Estadão, o policial o retirou a publicação do ar, deixando ver que não existe acordo na Lava-Jato em relação a apurar crimes de tucanos e peemedebistas.

Experiente, o delegado tem em seu currículo a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo. Também foi responsável pelo inquérito que apura desvios de recursos nas obras do Rodoanel, em São Paulo, que levou à prisão de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor do Dersa, apontado como operador do PSDB paulista. Ele é ainda especialista em cooperação internacional para identificação de lavagem de dinheiro e ocultação de valores.

Entretanto, até hoje nenhum político tucano foi responsabilizado. Só os subordinados de Alckmin e Serra, responsáveis pelos dois escândalos acima citados, foram indiciados.

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O delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Júnior, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor), afirmou também que “Se não acontecer [prisão de políticos de outros partidos além do PT] e só Lula ficar preso, infelizmente, tudo poderá entrar para a história como uma perseguição política.”

No, foi a vez do procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, desmentir a acusação de “seletividade” da Lava-Jato feita por petistas. Ele comentou uma reportagem de O Globo que mostrava investigações que envolviam além de Lula e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), Temer e Aécio.

Porém, o procurador em questão não contou que o único dos citados que está preso, Sérgio Cabral, era apoiador de Lula, e de que os outros não estão sequer sendo processados.

“Mas ainda é preciso fazer mais por todo o Brasil. Lute pelo fim do foro privilegiado, de mudanças nas leis penais e no fortalecimento da democracia.”

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Após a prisão de Lula, a Associação Nacional de Delegados Federais publicou uma nota na qual dizia que a PF “não tem cor, nem partido – tem missão! E exerce seu papel independentemente de quem seja o investigado, com equilíbrio, moderação e responsabilidade”.

Isso se deve à péssima repercussão no exterior, com críticas na imprensa internacional à Lava-Jato e ao Estado brasileiro por só perseguirem petistas. A Lava-Jato apressou-se a divulgar nota para se explicar.

A nota da Polícia Federal
Informamos que:
1) O delegado de Polícia Federal Milton Fornazari Jr. não é responsável pela Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros em São Paulo, tendo exercido a chefia da delegacia de 26/10/2015 a 02/11/2016.
2) O mencionado servidor não faz parte do corpo diretivo da PF em São Paulo e tampouco é porta voz desta instituição.
3) A PF jamais se manifesta oficialmente por meio de perfis pessoais de seus servidores.
4) As declarações proferidas são de cunho exclusivamente pessoal, e contrariam o normativo interno referente a manifestações em nome da instituição, razão pela qual serão tomadas as medidas administrativo-disciplinares em relação ao caso concreto.
5) A PF reitera seu compromisso, como polícia republicana, de trabalhar de forma isenta, discreta e apartidária, nos estritos limites da lei.

Uma resposta to “Delegado da PF será punido após defender prisão de Temer, Alckmin e Aécio”

  1. Aristóteles Barros da Silva Says:

    Abaixo a ditadura jurídica/midiática/parlamentar!

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