Dallagnol expõe o Ministério Público e a justiça brasileira a novo vexame internacional

Os memes com Dallagnol bombaram nas redes sociais.

Rogério Guimarães Oliveira em 2/4/2018

Deltan Dallagnol é membro das carreiras de cúpula do Ministério Público. Ele foi um dos acusadores do Presidente Lula e deveria ter demostrado competência em exibir, ao menos, uma única prova contra o denunciado. Coisa que não fez, o que é fato público e notório (apesar das posteriores decisões do Poder Judiciário, eis que o processo se tornou político e não jurídico).

Esta semana, num país em que milhões de cidadãos voltam a passar fome e no qual 14 milhões de brasileiros estão desempregados, este Procurador da República do MP passou a protagonizar novo deboche, em nome de sua instituição, contra toda a população que paga o salário dele e que sustenta o MP. Deltan anunciou que está em greve de fome. Logo ele, que ganha muito acima do teto constitucional, com vencimentos mensais de R$70 mil ou até mais, acrescidos do polêmico e vergonhoso vale-moradia de quase R$5 mil.

Ao anunciar que está em “greve de fome”, deixa claro que se trata de uma forma de pressionar a Suprema Corte do país para que esta autorize a decretação da prisão de Lula, que é o réu ilustre que o próprio Deltan acusou sem conseguir provar a culpa. Com isso, o MP é achincalhado e o Sistema de Justiça do país é degradado.

Esta anunciada greve de fome de um integrante da mais alta carreira do MP é uma nova pancada na imagem já bastante amarrotada e desgastada do Ministério Público do Brasil. Uma atitude que também afronta a mais alta Corte de Justiça da nação e desfaz de todos os seus ministros integrantes. A Justiça Brasileira volta a ser exposta ao vexame nacional e internacional, por obra deste procurador do MPF.

Não é demais lembrar que Deltan havia oferecido à imprensa a denúncia criminal contra este mesmo réu, durante uma entrevista coletiva na qual usou um ridículo power point. Fez isso constrangendo a seriedade do Poder Judiciário, antes de apresentar a denúncia a um juiz.

Rezar publicamente ou anunciar greve de fome pública não são funções ou atribuições de um Procurador do MP. Se ele quer ser pastor ou se pretende lançar-se numa carreira política ou mesmo midiática, que saia do MP.

Já chega a vergonhosa atuação recente de outro integrante do MPF, Marcelo Muller, que era assessor direto do antigo PGR Rodrigo Janot, enquanto atuava “do outro lado do balcão”, sendo desavergonhadamente pago (em linguagem clara: corrompido) por aqueles que o MP supostamente investigava e acusava. Muller trabalhou para os dois lados da Justiça, sendo ao mesmo tempo acusador, pelo Ministério Público, e advogado, defensor dos mesmos investigados e acusados.

Não se sabe de qualquer providência que tenha sido tomada contra Muller, até a sua demissão do MPF, por parte da Associação Nacional do Ministério Público, que é o único órgão controlador da atuação dos integrantes do MP.

É hora desta Associação tomar uma atitude e afastar do cargo Deltan Dallagnol, por atuação lesa-instituição e lesa-sociedade, diante da reiterada quebra do decoro inerente ao relevante cargo público no qual ele acha-se investido, cargo este régia e pesadamente custeado por todos os brasileiros.

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O REI E A CRUZ
Fernando Horta em 2/4/2018

Feliz do homem no Brasil que pode jejuar por quaisquer bobagens que lhe vem à mente. Lembremos que graças às suas ações uma boa quantidade de pessoas foi empurrada para baixo da linha da fome sem qualquer possibilidade de escolha.

Feliz do homem no Brasil que pode comprar sua casa. Lembrando que o procurador comprou em programas sociais para revender a preços maiores, lesando assim os mais pobres duas vezes. Uma porque privados de comprar em programa destinado exatamente a eles e em segundo lugar, por serem vítimas do “mercado” quando precisam pagar aos intermediários beneficiados.

Feliz do homem no Brasil que pode ter sua moradia assegurada pelo Estado. Enquanto alguns poucos têm auxílios-moradia, a imensa maioria da população luta para pagar e sustentar o teto que puder ter para si e para sua família.

Feliz do homem no Brasil que pode ser religiosamente cínico, porque seu cinismo é sustentado pelo Estado enquanto ele se insurge contra as populações mais pobres e desamparadas por meio de perseguições políticas.

No fundo o procurador é um falsário ideológico, um cínico religioso e um ignorante social. Suas ações são uma violência e um escárnio exatamente para as populações que sua religião já se aproveita.

Eu não sou religioso, mas Cristo, o revolucionário, tinha uma boa resposta para os cínicos.

“Pai, perdoai, eles não sabem o que fazem”. Lucas 23,34

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