Dória, Alckmin e Temer arrasaram a administração pública do país

Foto: Marcos Corrêa/PR.

Gustavo Conde, via Esquerda Caviar em 30/3/2018

Ontem, passei em frente à Cracolândia. A situação é tão absurda que beira o inacreditável. Dória exterminou os programas humanitários de recuperação social de Haddad e ofereceu a violência policial ao problema, em parceria com os eternos e truculentos governos estaduais do PSDB.

O que se vê agora é uma cracolândia maior e mais degradada. O que pensar de uma resolução assim: cerca-se uma praça (que fica vazia – “publicamente vazia”, diga-se) com alambrados, coloca-se meia-dúzia de viaturas da polícia (o que não faz a menor diferença em termos de segurança) e os dependentes ficam no entorno dessa praça interditada, tomando as ruas, calçadas, construções e imóveis abandonados.

Além de ser mera violência proveniente de sucateamento gerencial, o custo deste descaso é muito maior do que os programas sociais de Haddad. Prender, torturar e matar custa muito mais dinheiro aos cofres públicos do que educar. O que se tem é muito mais violência, muito mais mortes e muito mais cerceamento da mobilidade social dos não dependentes.

A população de rua explodiu em São Paulo. Dória, Alckmin e Temer formaram o trio mais desumano e excludente que a gestão brasileira já assistiu. Nem Pitta, nem Maluf, nem Kassab, nem esses prefeitosinhos de aluguel de cidades do interior paulista conseguiram um feito tão impressionante no quesito incompetência: Dória-Alckmin-Temer arrasaram a administração pública do país.

Há pouco menos de 3 anos, via-se depoimentos de ex-dependentes felizes em seus empregos, de gente que reencontrou a família, de crianças nascidas na cracolândia sendo acolhidas em creches. O sentido da gestão de Haddad era em direção à humanização e ao patrimônio humano.

Isso custava muito menos ao Estado e, mais do que isso, gerava narrativas novas e alentadoras sobre a construção da sociedade. Gerava renda, inovação, esperança, emprego. Resumindo: gerava “gente”.

Dória representa a regressão máxima da gestão pública. É o “não administrador”, a negação encarnada, aquele que não entende um enunciado simples, que não sabe lidar com gestos humanos, que tem nojo do povo, que frauda, que se omite, que renuncia, que se auto favorece, que vive de trocas de favores.

Dória é um viciado. Viciado na droga pesada que é o jeito tucano de não governar. O “crack” do PSDB provoca forte dependência porque permite duas coisas facilitadoras para a vida mental do usuário: a omissão perene (nunca nenhum tucano assumiu nenhuma responsabilidade) e a imunidade judicial (nunca nenhum tucano foi condenado a nada por nenhum delito que tenha cometido). Isso é muito sedutor.

Mas, há mais: ao passar pela cracolância de Dória, deparei-me com uma realidade ainda mais perturbadora: os policiais de Alckmin mal têm ideia do que estão fazendo ali. Basicamente, eles fazem o papel ridículo de “proteger” uma praça vazia e cercada. Ridículo, porque eles “protegem” a praça e a população de dependentes se alastra por todo o entorno.

Quando se dá um trabalho sem sentido a alguém, toda e qualquer situação se agrava. Os policiais – que, no fundo, são apenas trabalhadores mal remunerados sob risco permanente – tem seus olhares voltados ao infinito. Batem papo entre si de maneira descontraída, como se estivessem diante de algum tipo de entretenimento: assistir a bestialidade dos dependentes químicos em busca de suas pedras de crack. É um espetáculo deprimente, em vários sentidos.

A cena dos policiais – que, a rigor, nada têm a ver com o desastre gerencial que os despeja ali – é um desdobramento da postura do Estado: braços cruzados, indiferença, sorrisos de deboche, medo, paralisia, conformidade. Se alguém roubar ou matar naquele lugar, nada vai acontecer. O corpo será retirado e jogado na vala comum da administração municipal.

A verdadeira cracolândia brasileira é o PSDB, com seu infame aparelhamento espontâneo de poderes e veículos de comunicação. É a droga mais pesada da política que sevicia um estado inteiro há mais de 30 anos. Cânceres são menos invasivos. É um páreo duro dar uma resposta para qual seria a pior desgraça da sociedade brasileira no século 21: Globo ou PSDB.

Essa legião de tucanos – Globo inclusa – é viciada em um coquetel químico-político altamente corrosivo: imunidade judicial, falsidade ideológica, omissão intelectual, corrupção simples e vazio existencial – a prepotência e a incompetência não foram adquiridas, são de berço.

Triste testemunhar a olhos nus o serviço deste consórcio da bestialidade. Dória sai da cidade de São Paulo como o pior prefeito da história. Falsos agentes públicos assim deveriam ser denunciados à ONU por crime contra a humanidade. Todo o meu repúdio à brutalidade sub intelectual de Dória e toda a minha solidariedade à população da cidade de São Paulo, cuja infeliz experiência de ser “governada” por Dória não desejo ao meu pior inimigo.

Uma resposta to “Dória, Alckmin e Temer arrasaram a administração pública do país”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    Nossa este trio vai fazer carreira internacional de estupidêz generaLIZADA, UM JÁ PÉSSIMO, AGORA COM 3 SERÁ UMA CATÁSTROFE TOTAL, dEUS NOS LIVRE desses caras falcatruas. ________________________________________

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