O atentado contra Lula e a ameaça a Fachin

Jeferson Miola em 28/3/2018

A caravana do ex-presidente Lula sofreu um atentado a tiros na “República do Paraná”, o território dos principais propagadores do ódio e da violência no Brasil, quando se deslocava entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul.

Apesar de felizmente não ter produzido vítimas, o atentado é de extrema gravidade, não só por ser dirigido contra um ex-presidente da República, contra populares e parlamentares, mas por confirmar a escalada do terrorismo de setores da classe dominante.

Na página oficial na internet, Lula diz que o Paraná, governado pelo tucano Beto Richa, “foi o único estado da federação de todos os percorridos pela caravana, a não fornecer uma escolta policial para a comitiva dos ônibus”.

O atentado contra Lula é a violência mais grave perpetrada contra a caravana. O atentado aconteceu apenas 2 semanas depois daquele atentado fatal que matou Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Antes deste atentado a tiros no Paraná, a caravana do Lula tinha sofrido toda sorte de barbaridades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. E isso aconteceu, lamentavelmente, sempre com a complacência dos executivos, das polícias militares e civis e dos ministérios públicos estaduais; assim como com a conivência do ministério público e da polícia federal.

Os noticiários da Rede Globo banalizam o fascismo. A Globo chama de “manifestantes” os terroristas que desferem tiros, usam relhos, armas e pedras contra a caravana do Lula. Para a Globo, a violência contra Lula – inclusive a armada – é “protesto”.

Autoridades também incitam a violência. A senadora Ana Amélia Lemos, do reacionário PP, aplaudiu e estimulou a violência de jagunços criminosos. Seus colegas no Senado, todavia, não a julgam por promover crimes que atentam contra a ordem política e social do país.

Nesta terça-feira 27/3, mesmo dia em que ocorreu o atentado contra Lula, a Globo tentou “equilibrar” o noticiário com a repercussão da entrevista de Edson Fachin à GloboNews. Nela, o juiz do STF citou ameaças supostamente dirigidas à sua família.

É impossível não atentar para a eventual existência de interesse subliminar da notícia. Afinal, de onde poderiam partir as supostas ameaças a Fachin e à sua família, senão –supostamente – “de petistas contrariados com a posição de Fachin contra Lula”?

Na entrevista à GloboNews, Fachin não citou um único fato, um único telefonema anônimo, um único episódio ou um único evento concreto de alguma ameaça sofrida por algum familiar seu. Ainda assim, porém, é importante dar crédito à denúncia do Fachin, e é imperativo prover a ele toda a segurança que deve ser conferida a um agente de Estado – desde a um inspetor de vigilância sanitária, a um juiz do STF e a um ex-presidente da República.

Causa estranheza que a notícia de ameaças à família do Fachin surja no exato momento em que é perpetrado o mais grave atentado a um ex-presidente do Brasil desde aquele atentado automobilístico perpetrado contra Juscelino Kubistchek na rodovia Dutra, em 1976.

O fascismo deita raízes no Brasil.

O nazismo e o fascismo começaram se manifestar na Alemanha e na Itália com Hitler e Mussolini nos anos 1920 e 1930. Estes regimes não foram decapitados na origem e, assim, se tornaram as experiências mais genocidas e mais anticivilizacionais e mais monstruosas da humanidade.

Se nada for feito no Brasil para deter a perigosa ascensão da tirania midiático-jurídico Globo-Lava-Jato, o país mergulhará em definitivo no arbítrio e no obscurantismo fascista.

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