Temer vai acabar com o Bolsa Família em abril

Via Jornal GGN em 11/3/2017

Mais um ativo dos governos eleitos pelo povo será queimado na gestão Michel Temer, segundo informação divulgadas por um de seus ministros, Osmar Terra, responsável pela Pasta que gerencia o Bolsa Família. De acordo com reportagem de O Globo, o programa criado por Lula será rompido até o final de abril, quando Terra abandona o cargo para disputar a eleição.

A desconfiguração, segundo a notícia, será total. A começar pela criação de condicionantes que dificultarão o acesso das famílias ao benefício.

Pela ideia do governo Temer, o beneficiário de colocar os filhos em um estágio em empresas privadas no segundo turno escolar. Quando criado, o programa condicionava as famílias apenas a manter as crianças estudando, com comprovante de frequência. Além da questão da renda mínima, cobrava, também, acompanhamento dos pequenos na área da saúde.

Além de exigir que as crianças trabalhem, o governo Temer quer que os pais façam trabalho voluntário para compensar o recebimento da bolsa.

Para dizer que promove algum avanço no projeto, o governo Temer quer aumentar em R$20 o valor da bolsa. O programa mudará de nome e passará a se chamar “Bolsa Dignidade”.

Com essas mudanças, Temer espera propagar que acabou com o caráter “assistencialista” do Bolsa Família.

Leia mais:

Da Revista Fórum
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O governo Temer planeja acabar com o programa social que beneficia 13,8 milhões de famílias e alterar seus princípios. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, o novo nome será “Bolsa Dignidade” e as famílias deverão receber R$20 a mais, desde que realizem trabalho voluntário.

Uma reunião na próxima terça-feira [13/3] deverá decidir sobre as mudanças. Como o ministro deixará o cargo até abril para buscar sua reeleição à Câmara dos Deputados, tudo deverá ser concluído neste mês. As informações são do jornal O Globo.

Além do trabalho voluntário, o governo planeja que os beneficiários só recebam a bolsa se cumprirem condicionantes. Uma delas é que os filhos dos beneficiários façam estágio em empresas privadas no segundo turno escolar.

Assessores do Planalto estariam animados com desfiguração do Bolsa Família, que deixaria de ser “assistencialista”. O novo programa terá como objetivo “comprar o ócio do beneficiário, em vez de pagar o ócio”, nas palavras deles.

O governo Temer parece desconhecer estudos como o da socióloga Walquiria Leão Rego e do filósofo italiano Alessandro Pinzani, que entrevistaram 150 mulheres beneficiárias do programa. O resultado está no livro Vozes do Bolsa Família (editora Unesp). Segundo os pesquisadores, o programa enfraqueceu o coronelismo e rompeu a cultura da resignação. Outro aspecto positivo foi transformar a vida de milhares de mulheres, que são quem recebe o cartão.

O Bolsa Família é uma das principais marcas do governo Lula, criado em 2003. Outro reflexo positivo foi ter levado o Brasil a sair do Mapa da Fome das Nações Unidas. O Brasil reduziu em 82,1%, entre 2002 e 2014, o número de pessoas subalimentadas. O programa já foi elogiado pela ONU, o Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

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