Segóvia põe em dúvida se “uma única mala” é suficiente para mostrar que Temer é corrupto

Nem é preciso desenhar o motivo da troca de diretor na Polícia Federal.

Novo diretor-geral questiona assim trabalho da própria Policia Federal, que conduziu parte da investigação. Ele criticou PGR e disse que, “sob a égide da PF”, investigação teria durado mais tempo.

Via UOL em 20/11/2017

O novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia, criticou na segunda-feira, dia 20/11, a investigação da PGR (Procuradoria Geral da República), então comandada por Rodrigo Janot, que sustentou as duas denúncias contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB).

O peemedebista foi denunciado inicialmente por corrupção passiva e, depois, por obstrução de Justiça e organização criminosa junto aos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Ambas as peças foram rejeitadas pelo plenário da Câmara dos Deputados.

As denúncias tiveram como principal sustentação os fatos relatados nos acordos de delação premiada dos executivos do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, entre os quais os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Para Segóvia, seria melhor se a maneira como foi conduzida a investigação tivesse maior transparência. Ele então criticou o que avaliou como curto tempo aplicado no trabalho.

Segundo ele, se à época a investigação estivesse sob o comando da Polícia Federal, somente o flagrante de Rodrigo Rocha Loures (PMDB), ex-assessor especial de Temer, com uma mala com R$500 mil em São Paulo não seria o suficiente para resolver todos os pontos do caso.

“Talvez seria bom se o Brasil inteiro soubesse e houvesse transparência maior sobre como foi conduzida a investigação. Porque a gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria que durar mais tempo, porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partidos e se haveria ou não corrupção”, afirmou Segóvia.

[…]

De acordo com o novo diretor, o prazo pequeno para o encerramento da investigação é “um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se houvesse mais tempo”.

Ele ressaltou que quem determinou o prazo final foi a PGR e a instituição é quem melhor pode explicar o porquê das constatações feita por ele.

Segóvia também criticou a viagem de Joesley Batista com a família aos Estados Unidos dias antes da revelação do conteúdo da delação premiada e reiterou que a JBS havia ganhado “muito dinheiro no mercado de capitais de maneira ilegal”.

Questionado sobre uma possível investigação da Polícia Federal contra Janot, Segóvia disse que depende se alguém vai pedir a abertura de uma apuração.

“Se vamos ou não investigar o doutor Janot dependerá justamente de uma abertura de investigação, se é que alguém vai pedir alguma coisa em relação a tais fatos”.

Em relação a Temer, Segóvia afirmou que este “continuará a ser investigado sem nenhum problema” no inquérito da Rodrimar, que apura possíveis esquemas de corrupção no Porto de Santos.

Sobre as denúncias rejeitadas pela Câmara, a PF só poderá investigar os casos após a saída de Temer da Presidência da República, se necessário.

Temer não discursou no evento de transferência do cargo. Já no Planalto, após o evento, por meio do perfil no Twitter, o presidente desejou sucesso a Segóvia.

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