Tucanos dizem que Aécio foi autoritário, sem vergonha e insensato

Via Jornal GGN em 9/11/2017

A decisão de Aécio Neves de remover da presidência nacional do partido o senador Tasso Jereissati, que estava em caráter interino, desagradou as fileiras do partido. Em nota, o PSDB de São Paulo disse que Aécio não é dono da legenda e, ainda assim, agiu de forma autoritária, divisora, e sem compromisso com o Brasil.

O senador Ricardo Ferraço escreveu nas redes sociais que Aécio agiu em benefício próprio e sem vergonha na cara. “Ao expulsar o senador Tasso Jereissati da presidência do PSDB, o senhor Aécio Neves revela total falta de pudor e limites na defesa de seus espúrios interesses. Por não ter se curvado aos interesses do Temer, o senador Tasso é mais uma vítima do Aécio, que se transformou na maior decepção para os brasileiros. Vergonha!”

O presidente Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Cauê Macris, disse que Aécio agiu de maneira “equivocada, arbitrária, açodada e vai na contramão de tudo aquilo que nós, defensores da social democracia, pregamos”.

“A postura do senador Aécio Neves não contribui para fortalecer a nossa legenda. Pelo contrário: potencializa o confronto, fomenta a intriga. Nos momentos de crise é preciso ter serenidade para resolver conflitos. Ao optar por destituir o presidente interino, o senador mineiro demostra insensatez, desrespeito com os militantes da nossa legenda e uma dose de autoritarismo”.

“O PSDB não pertence ao senador Aécio Neves. O PSDB tem compromisso com o Brasil. Temos que ter sabedoria para deixar interesses particulares em segundo plano. Em março defendi a saída de Aécio Neves do comando da legenda. Não posso aceitar passivamente agora que ele, mesmo afastado, atue desta maneira”.

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DEPOIS DE GOLPEAR O BRASIL, AÉCIO DESTRÓI O PSDB
Via Brasil 247 em 9/11/2017

Responsável direto pela destruição da Nova República e pelo golpe parlamentar que feriu de morte a democracia brasileira, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) conseguiu agora implodir também o PSDB, ao destituir da presidência interina o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), que falava em moralizar a legenda.

Pego de surpresa, o governador Geraldo Alckmin se revoltou e disse que jamais concordaria com tal medida. Na mídia, Aécio conseguiu também estarrecer colunistas da Globo, que, nos últimos anos, fez campanha para todos os candidatos tucanos.

“Aécio entregou vários recados: que o PSDB não é um partido, é um feudo com dono; que a impunidade subiu-lhe à cabeça; que a proposta de renovação do partido e a autocrítica foram enterradas; que o afastamento do senador, quando ele entrou em apuros por receber dinheiro de um empresário investigado, era puro teatro. Ele era o verdadeiro presidente da tucanolândia, tanto que teve força para destituir o seu suposto substituto e nomear outro para o lugar. Se o partido precisava de mais um sinal de decrepitude, ele foi entregue ontem pelo senador que deveria estar ocupado em explicar as entregas de dinheiro de Joesley Batista feitas através do primo”, escreveu Miriam Leitão (leia mais aqui).

“Com a indecisão característica de um partido que só encontra posição majoritária quando um fato consumado se apresenta, o PSDB perdeu o timing de sair do governo, e pode morrer afogado, não com Temer, como se temia, mas por Temer e sua aliança de bastidores com o grupo de Aécio Neves, os dois pensando apenas em salvarem as próprias peles”, pontuou Merval Pereira (leia aqui).

Caberá a Alckmin tentar juntar os cacos do PSDB antes da disputa presidencial de 2018.

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