O dia em que Janot investigou o cachorro de Dilma

Via Jornal GGN em 10/11/2017

A presidente eleita Dilma Rousseff, deposta por meio de golpe parlamentar-jurídico, passa por novo linchamento. Desta vez a questão é a morte de seu cachorro Nego, um labrador. A presidente precisou publicar nota de esclarecimento em seu site depois que um deputado resolveu denunciá-la por crueldade com os animais.

A história seria engraçada se não fosse trágica. Dilma mandou sacrificar o animal, que sofria muito, por orientação do veterinário. Padecia de displasia coxo-femural, que impede o animal de andar e até de se levantar, e de mielopatia degenerativa. Essas doenças são incuráveis e provocam dores intensas nos bichinhos. A decisão, embora difícil, precisou ser tomada.

Como se a história até aqui não fosse trágica o suficiente, Rodrigo Janot, então procurador-geral da República, aceitou a denúncia e mandou o caso para a Justiça Federal do Distrito Federal, que o enviou às autoridades policiais do Distrito Federal.

Por mais ridículo que possa parecer, o deputado em questão, Ricardo Izar, foi chamado a depor para confirmar a acusação. Ele disse à Gazeta do Povo que não acreditou que isso iria render, pois que as denúncias que ele faz de maus-tratos de animais nunca prosseguem. “Talvez por ser a Dilma, essa foi”, disse ele ao jornal.

Leia a nota publicada por Dilma em seu portal.

AINDA SOBRE A MORTE DO CACHORRO NEGO
A propósito de notícias divulgadas pela imprensa sobre a abertura de investigação para apurar as circunstâncias da morte do cachorro Nego, o labrador de Dilma Rousseff, a assessoria de imprensa da presidenta eleita esclarece:
1) Nego nasceu em setembro de 2003 e morreu em setembro de 2016. Foi dado de presente por José Dirceu ainda em 2005 para Dilma Rousseff, quando ela assumiu a chefia da Casa Civil no governo Lula. Nego foi criado e amado pela presidenta e familiares durante os quase 12 anos em que conviveu com ela. Era um cão grande e forte, que gostava de nadar e correr. Era um dos prediletos de Dilma Rousseff.
2) A partir de 2015, Nego passou a apresentar displasia coxo-femural, doença típica dos labradores, além de mielopatia degenerativa. Ele tinha dificuldade de andar e, por conta da mielopatia, ficava agitado e buscava se movimentar de qualquer jeito. Por isso, sofria muito e deveria ser sacrificado, conforme orientação médica.
3) A presidenta relutou e adiou o quanto pode, com a esperança de uma recuperação da saúde do labrador. E isso, infelizmente, não veio a ocorrer. Nego foi sacrificado, para tristeza de Dilma Rousseff em setembro do ano passado. Era um cachorro excepcional, companheiro e inteligente.
4) Diante disso, é lamentável que, mais uma vez, queiram usar a relação de carinho e lealdade entre um cachorro e sua dona para reforçar a sórdida campanha acusatória que criou o ambiente para o Golpe de 2016, por meio do fraudulento impeachment sem crime de responsabilidade.
5) Essa campanha hedionda, baseada em falsidades, violência, intolerância e preconceito se perpetua mesmo agora, um ano após ter sido consumado o golpe parlamentar que retirou Dilma Rousseff do poder.
6) A perseguição chegou a ponto do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot determinar a abertura de um inquérito policial. Como se investigações mais graves não devessem ser apuradas, como a compra de votos para a aprovação do impeachment.
7) É lamentável que isso ocorra no país que virou sinônimo de Estado de Exceção. Aos olhos do mundo, vale tudo para achincalhar a imagem e a honra de Dilma Rousseff.
8) Tudo tem sido feito para satisfazer a sanha doentia de golpistas. Como mostra o deputado Ricardo Izar Júnior (PP/SP), que proferiu sórdidos ataques a Dilma, e se vangloria de ir depor contra a presidenta eleita do país numa história da qual não tem conhecimento nem sequer envolvimento direto. Apenas a busca pelos holofotes abjetos da mídia.
Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff

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