Sem candidato e sem voto, direita pretende melar as eleições de 2018

O ÚNICO
Moisés Mendes em 7/11/2017

Apenas um candidato da direita, só um, resiste a duas semanas de campanha. Bolsonaro será triturado logo na largada. Dória sairá do confronto como um pacote de farinata. Huck nem começará a disputa. Aécio já virou pó.

O que sobra para a direita é Geraldo Alckmin. Eles virão de Alckmin de novo (o que não quer dizer que Dória não concorra por um partido pequeno ou pelo PFL). Mas o candidato da direita, o avalizado pelo mercado, será Alckmin, o candidato da Globo, do pato e da imprensa.

Mas e Henrique Meirelles? Este foi soterrado pela tal conta no Caribe. O Brasil descobriu que um homem da categoria de Meirelles guardava seu dinheirinho em lugar seguro, e o lugar seguro neste caso não era o Banco de Boston, que ele presidia, mas um banco-boteco de contas secretas.

A direita pode estar mais perdida do que a esquerda. Por isso a eleição do ano que vem pode, a qualquer momento, subir no telhado.

3 Respostas to “Sem candidato e sem voto, direita pretende melar as eleições de 2018”

  1. Aristóteles Barros d (@AristtelesBarr1) Says:

    Nade de novo no front, já que o golpe sórdido foi, é e será comandado pelo Poder Judiciário. O resto é farsa! É conversa mole! Só teremos Lula candidato, se todos/as formos para as ruas!

  2. Péricles Pegado (@PericlesPegado) Says:

    Não só concordo plenamente, como afirmo: não haverá eleições em 2018. A fraca de 1965 se repetirá como tragédia em 2018. Os golpistas daqui e de lá, não vieram ate aqui para devolverem na bandeja o governo ao Lula ou a qualquer candidato do campo progressista. Não sejamos bobinhos, novamente! Mas, espero estar enganado!

  3. Rogério Guimarães Oliveira Says:

    SINAIS DE NOVO GOLPE À DEMOCRACIA EXIGEM MOBILIZAÇÃO DO POVO

    O importante não é apenas aguardar a decisão da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, sobre Lula, para só então pensar o que fazer. Esta mesma 8.ª Turma do TRF4 acaba de emitir sinais bem visíveis e audíveis de que, possivelmente, confirmará a sentença do juiz Moro que condenou criminalmente Lula sem base em quaisquer provas.

    O plano colocado em curso pelas forças políticas de direita no país é exatamente este: a confirmação da condenação de Lula pela 2.º instância da Justiça. Com isso, o Poder Judiciário é que decretará Lula inelegível em 2018, com base na Lei da Ficha-Limpa, colocando-o fora da disputa eleitoral. Uma grande ironia, neste caso, que a Lei da Ficha Limpa, criada por iniciativa popular, seja usada justamente para impedir o político mais popular e mais benquisto do país de se candidatar ao posto máximo que já ocupou com grande êxito e aprovação. Esta é a “pedra cantada” em um outro alerta meu, publicado há uns dois anos aqui mesmo, o qual alertava que adversários de Lula forçariam uma condenação dele por qualquer coisa, até por “unha encravada”, para vencê-lo previamente no tapetão judiciário, com base na Lei da Ficha Limpa.

    Se alguém ainda duvida de que este seja o plano da vez, que corre em relativo silêncio, basta analisar a decisão da mesma 8.ª Turma do TRF4 que acaba de ser decretada. Ela não só manteve a condenação de Vaccari, ex-Tesoureiro do PT, sentenciada por Moro, como ainda amplia a pena de prisão imposta a Vaccari a mais do que o dobro. Segundo a defesa do ex-tesoureiro, a decisão é nula porque não está fundamentada em provas, mas baseada apenas em delações e em convicções. Aí está o precedente perfeito preparado para ser possivelmente aplicado como fundamento no caso do ex-metalúrgico. Esta decisão do TRF4 aplaina e sinaliza um provável caminho a ser percorrido, numa espécie de ensaio geral preparatório, quando a mesma turma julgadora apreciar o recurso de apelação de Lula contra a sentença que o condenou da mesmíssima forma, baseada apenas em convicções e delações.

    Este outro plano que avança agora, evidentemente, é muito maior, mais sofisticado, mais ambicioso e muito mais destrutivo para a democracia do que aquele executado de forma grosseira e tosca, chegando quase às vias de fato, no corpo a corpo do Congresso, por ocasião de um impeachment sem crime de responsabilidade, quando teve até cusparada em plenário. Se, antes, tiraram Dilma do PT na mão-grande, o que está agora diante de todos é uma estratégia bem mais elaborada e meticulosa: impedir a maior liderança política da História do Brasil de recandidatar-se ao cargo n.º 1 do país, no momento em que esta mesma liderança desponta como imbatível nas pesquisas frente a todos os demais possíveis candidatos. O TRF4, se mantiver a condenação de Lula, com base no precedente agora cunhado no julgamento de Vaccari, fará mais estragos à democracia brasileira do que fez o Congresso Nacional inteiro em 2016. E a apatia geral parece indicar que quase ninguém percebeu o que está efetivamente em jogo.

    O importante agora não é “esperar no que vai (provavelmente) dar”. E só depois pensar no que fazer. As forças autenticamente populares precisam sair da toca, precisam se unir, se mobilizar no campo político. Desde já. Precisam preparar manifestações democráticas. Para que fique bem claro que o povo não irá tolerar um Poder Judiciário contaminado e reduzido, em sua nobre e relevante função, a mera ferramenta para uso eleitoral pela direita estelionatária, como se magistrados pudessem tomar partido no jogo sujo intestino que se trava nos campos político, partidário e eleitoral do país. Para que fique bem claro que não é papel do Judiciário envolver-se na disputa presidencial de 2018, nem chancelar, impedir, obstar ou proteger qualquer pretenso candidato ou partido, nem raspaldar ou hostilizar este ou aquele governo.

    As forças populares autênticas e conscientes do campo político de esquerda precisam se mobilizar. Para que fique bem claro que a democracia brasileira já foi arranhada o suficiente pelo ativismo de agentes públicos. Inclusive, por agentes públicos do próprio Poder Judiciário, quando este Poder omitiu-se em resguardar e proteger a Constituição Federal e o Estado Democrático de Direito, por ocasião do golpe do impeachment, diante das evidências claríssimas de que este impeachment era apenas a vestimenta vulgar para mal encobrir o corpo opulento do golpe orquestrado por Eduardo Cunha em 2016. Um golpe executado por uma direita que agora todos sabem ser bandida, depois que ela, sapientemente, foi mantida barrada do poder pelo povo, que lhe impôs quatro rotundos vetos eleitorais consecutivos nas urnas. Um golpe armado e executado para que esta mesma direita estelionatária retomasse o poder do país, invadindo o palácio metendo o pé na porta dos fundos, ocupando-o sem legitimidade e representatividade, na intenção, agora clara, de fatiar e vender o país.

    As forças populares de esquerda precisam se unir e se mobilizar. Para que fique bem claro que a vontade soberana do povo não pode sofrer uma segunda agressão, para que não seja pisoteado novamente o art. 1.º, Parágrafo Único, da Carta Constitucional, que diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”. E para que fique claro que a vontade inteira de um povo não pode ser manietada nem obstaculizada pelo ativismo partidário das convicções políticas de alguns poucos julgadores. Para que fique claro que a democracia haverá de ser resgatada em 2018, sem novos ativismos judiciários no campo político, através do voto livre, limpo, direto e soberano dos próprios brasileiros, em prol daqueles representantes políticos e partidos que este mesmo povo preferir para a condução democrática dos rumos do país.

    Para que fique bem claro que a paciência da população já está no limite, com tanto casuísmo judiciário, com tanto jogo-de-cena e falta de necessária isenção na condução de alguns magistrados, de alto a baixo da estrutura do Poder, para algo muito além e mais preocupante do que já se vê de obscuro nos próprios ringues naturais da luta intestina entre políticos e partidos. Para que fique bem claro que o povo não deseja ser brindado com novas doses de demagogia barata vertida de sob togas sustentadas pelo erário público, quando tantos bandidos que “não passarão”, na verdade, já “passaram”, lépidos e faceiros, desfilando incólumes com os seus malfeitos debaixo do braço, em forma de bloco carnavalesco, debochando da mais alta Corte Judiciária da nação. Bandidos que “não passarão”, mas já estão livres, leves e soltos, de volta às suas falcatruas de sempre, rindo à toa na cara de todos os brasileiros de bem e de todos os trabalhadores que sustentam, com os impostos suados que pagam, a estrutura institucional inteira do país.

    É hora das forças de esquerda desentocarem, em prol da grande tarefa prioritária e urgente que é a recuperação e redignificação da democracia. Uma democracia que foi estuprada numa esquina obscura e sombria de 2016 e deixada ali, à míngua, vulnerável, desde então, sem receber sequer um copo d’água. Ainda mais quando sinais claríssimos indicam que ela corre sério risco de vir a ser estuprada novamente, muito em breve.

    Eleições livres e democráticas não são uma concessão, nem uma outorga, tampouco uma comenda que um povo receba de graça, caída do céu, sem esforço e sem luta. Eleições livres e democráticas são frutos pródigos de uma exigência firme, consciente e inegociável, nascida da impostura de um povo esclarecido em seus propósitos e radicalmente mobilizado.

    A democracia sólida e plena – e não aquela só de retórica, de faz-de-conta – é a conquista maior de dignidade que a História reserva somente aos povos que, com luta, garra e sacrifício, não abriram mão de exigir nada menos que viver num país estruturado sobre um autêntico e verdadeiro Estado Democrático de Direito.

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