Conselho Nacional de Justiça esqueceu de processar juízes favoráveis ao impeachment

O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto.

Via Jornal GGN em 4/11/2017

Se manifestar qualquer opinião política for realmente proibido para juízes, então o Conselho Nacional de Justiça precisará de uma boa desculpa para não processar pelo menos mais três magistrados que já foram identificados em atos contrários à manutenção de Dilma Rousseff no poder. Entre eles, um membro do próprio CNJ.

Reportagem do El País de sábado, dia 4/11, lembrou que o Conselho Nacional de Justiça não abriu nenhum procedimento contra o desembargador Newton de Lucca, do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que participou dos atos em massa a favor do impeachment. Tampouco tomou qualquer medida contra o juiz Itagiba Catta Preta, que ficou nacionalmente conhecido por suspender a posse de Lula como ministro da Casa Civil.

O corregedor e ministro do Superior Tribunal de Justiça João Otávio de Noronha, que se manifestou pela investigação do chamado “Quatro de Copacabana” (quatro juízes que participaram de um ato organizado por movimentos populares contra o golpe) também demonstrou qual é o seu lado quando ofereceu um jantar em sua residência em homenagem ao então presidente em exercício, Michel Temer, com as presenças de Aécio Neves, José Serra e outros.

Embora agora diga que “juiz não é ser um cidadão comum. O juiz tem normas de comportamento próprio”, Noronha demarcou seu território político publicamente ao promover o jantar. Já os quatro juízes do Rio de Janeiro que discursaram contra o golpe em Dilma deixaram claro que não estavam defendendo um governo, mas a Constituição, questionando os motivos que desencadearam o processo.

“No último dia 24, por unanimidade, os conselheiros do CNJ autorizaram a abertura de um procedimento administrativo contra os magistrados André Nicolitt, Simone Nacif, Cristina Cordeiro e Rubens Casara. Os quatro discursaram em um protesto, em abril, na praia de Copacabana, no qual o impeachment de Rousseff foi chamado de golpe. O ato, foi promovido pelo Movimento Funk 2000. A partir de agora os magistrados são formalmente investigados. Não há data para o julgamento deste caso ser pautado pelo CNJ. Até lá, eles seguem trabalhando normalmente”, destacou El País.

2 Respostas to “Conselho Nacional de Justiça esqueceu de processar juízes favoráveis ao impeachment”

  1. Aristóteles Barros d (@AristtelesBarr1) Says:

    É o Poder Judiciário protegendo seus apaniguados. Faz parte do programa Uma Ponte Para o Futuro (dos bolsos dos/as golpistas!).

  2. Eliane Barroso Says:

    Esquecimento não, isso é conivência do CNJ com o GOLPE!!!!!

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