A lista dos jornalistas que apoiaram o golpe e agora se fingem de mortos

Sardenberg, Noblat e Miriam: que papel.

Pedro Zambarda de Araujo, via DCM em 25/10/2017

A grande imprensa empenhou seus jornalistas na venda de que o impeachment de Dilma era sinal de que as instituições estavam funcionando.

Boa parte deles hoje diz o contrário de ontem.

É verdade que alguns ainda orgulhosamente apoiam o golpe, como é o caso de Reinaldo Azevedo e outros da extrema-direita. Mas boa parte dos profissionais do Grupo Globo, que recentemente demitiu gente com décadas da casa, parece ter caído em si.

Não é bom senso. É porque o patrão mandou.

Fizemos uma seleção de colunistas do golpe que resolveram parecer surpresos diante daquele sujeito que eles ajudaram botar no poder.

1) MIRIAM LEITÃO
No dia 19 de outubro, Miriam Leitão publicou um texto chamado “Quanto custa”, perguntando se ainda vale a pena manter o governo Michel Temer no poder.
A repercussão fez a Secretaria de Comunicação do presidente mandar uma resposta no mesmo dia, jogando a culpa da atual crise política em Rodrigo Janot.
No dia 22, Miriam chamou a portaria de muda a legislação sobre o trabalho escravo de “viagem ao passado” e afirmou, dois dias depois, que “as manobras de Temer para manter-se no cargo corroem a confiança na economia”.
Colunista econômica que mais atacou o governo Dilma Rousseff e a Petrobras, Miriam afirmou no seu blog em O Globo em 2015 que as pedaladas não foram para beneficiar programas sociais, mas para “ricos através de subsídios do BNDES”. Ela chegou a publicar em seu site que a contabilidade fiscal seria “destrutiva”.
Miriam demorou a acordar.
Iniciado o governo Temer, Leitão publicou que o “pior ficou pelo retrovisor”. Insistiu na tese de que a economia apresentou sinais de melhora, embora o nível de desemprego ainda atingisse 14 milhões de brasileiros.
Agora, a jornalista global acusa o próprio Michel Temer de “abandonar a agenda das reformas”, de gastar muito dinheiro público e de ser um presidente que mantém uma “conta imensa” pra permanecer no poder.
Quanto custa manter Miriam no poder?

2) RICARDO NOBLAT
Quando Michel Temer assumiu, Ricardo Noblat foi integrante de um Roda Viva especial com o presidente primoroso em perguntas lambe saco.
Chamou Temer de “senhor elegante” pelo Twitter e perguntou quando ele tinha conhecido Marcela, rendendo muitos memes na internet.
Com as denúncias de Joesley Batista na delação da JBS, Noblat chegou a publicar uma barriga em O Globo de que Michel Temer renunciaria ao cargo. Depois do furo que virou furada, publicou no dia 23 de outubro o texto “O preço de manter Temer”.
No texto, acusa o presidente de ter “ambição desmedida, ausência de escrúpulos e oportunismo infame” ao tentar aprovar uma portaria que revoga a atual legislação de trabalho escravo. Diz que o Brasil levou mais de 100 anos para firmar um pacto “contra o monstruoso” crime da escravidão.
Temer estava na festinha de 50 anos de jornalismo de Noblat. Fingir que não conhecia o homem é chamar os leitores de bobos. O que, convenhamos, não é um problema para o sujeito.

3) MERVAL PEREIRA
O imortal publicou no dia 24 de setembro que só agora a “democracia está em xeque”, falando do perigo do uso das Forças Armadas e do caos armado no Rio de Janeiro.
O colunista também deu repercussão às denúncias de Joesley Batista e da JBS, que atingiram o núcleo duro do PMDB. Merval Pereira, no entanto, continua obcecado com o lado que perdeu. Diz que Lula está frito se a Justiça agir da mesma forma que julgou José Dirceu.
No dia 31 de agosto de 2016, afirmou que o PT estava no “fim da linha“. Disse que “narrativa do golpe” do partido não colava mais pois estava “começando a se desfazer”. Ainda escreveu que Jose Miguel Vivanco, presidente da Human Rights Watch, disse que os brasileiros devem ficar “orgulhosos” de um processo de impeachment na “normalidade democrática”.
Para dar uma força a Michel Temer no começo da gestão, Merval Pereira chamou o fim do governo Dilma de “gestão caótica“. E o colunista  de O Globo defendeu que o presidente deveria exibir isso para fazer as reformas econômicas necessárias.
Parece que nem a “normalidade democrática” e nem as reformas duraram. E nada do imortal fazer um mea-culpa pelo apoio que ele próprio, Merval, deu ao governo Temer inicialmente.

4) CARLOS ALBERTO SARDENBERG
Guru da economia do grupo da família Marinho, Sardenberg ficou imortalizado por seus gráficos exagerados no Jornal da Globo de Waack, sempre atacando Dilma e o PT, e do otimismo com Temer no começo do governo. Agora, a roubalheira está tão no ar que até ele virou-se contra quem iria salvar o Brasil da corrupção.
Com a delação de Josley, Carlos Alberto Sardenberg sacramentou que a “calmaria acabou” e fez diversas colunas no jornal O Globo condenando o assalto aos cofres públicos feito por Michel Temer. Afirmou em julho que “reforma com corrupção não funciona”.
Mesmo com o parecer da CPI afirmando que não há rombo na Previdência, Sardenberg continua apoiando as reformas. Talvez ele nem saiba direito sobre o que está falando.

5) TIME DA GLOBONEWS
Renata Lo Prete, Cristiana Lôbo, Gerson Camarotti, Leilane Neubarth e Andreia Sadi agora denunciam com afinco as denúncias sobre os dólares de Geddel Vieira Lima e a corrupção do PMDB.
O canal informativo da Globo omite o apoio que deu aos protestos do MBL de Kim Kataguiri. Chegou a exibir o pato amarelo inflado em todo o seu horário de noticiário, dando um espaço minúsculo para manifestações de esquerda.
Entre todos os âncoras e comentaristas, Camarotti lembrou em seu blog no G1 que Dilma “já estava inviabilizada por falta de governabilidade“. No dia seguinte do impeachment, em 1º de setembro de 2016, Gerson Camarotti classificou a fala da ex-presidente como “discurso de guerra“. O mesmo apresentador da GloboNews também afirmou naqueles dias o vermelho e a estrela, cores e símbolos do PT, estavam em baixa nas eleições.
Um ano depois, o Partido dos Trabalhadores é o que mais cresce no Brasil em número de filiados, enquanto o PMDB e o PSDB são os mais rejeitados. Lo Prete e Cristiana Lôbo repercutem os “furos” e comentários de Camarotti diretamente de Brasília.

6) WILLIAM WAACK
Embora não tenha escondido o sorriso quando Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, Waack agora nos brinda no final de noite com denúncias envolvendo Michel Temer.
Ele ainda torce pelo governo Maurício Macri na Argentina, mesmo com a vitória da ex-presidente Cristina Kirchner para o Senado, mas parece ter perdido as esperanças com o governo brasileiro.

7) ARNALDO JABOR
Depois de anos dedicados aos ataques contra lulopetismo, somente agora os ouvintes de Jabor na CBN descobrem que existe corrupção no governo Temer e por parte de tucanos como Aécio Neves. O próprio Jabor condenou a atitude do Senado ao “barrar a Lava-Jato” salvando a pele de Aécio.

8) DIEGO ESCOSTEGUY
Responsável por divulgar vazamentos das operações da Polícia Federal e decisões do juiz Sérgio Moro, Escosteguy até agora não conseguiu explicar como entrevistou Eduardo Cunha fora de “qualquer local do sistema prisional”, segundo ele mesmo.
Em março de 2016, Escosteguy antecipou com sadismo em sua conta no Twitter a condução coercitiva do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo.
No especial da Época sobre o impeachment, o jornalista acusou Dilma de fazer “discurso moralista” ao denunciar o golpe. Tratou a turbulência política como uma “falha de comunicação” da ex-presidente Dilma Rousseff com aliados e ex-aliados.
Hoje ele questiona os erros do STF e continua dando show no Twitter, tratando seus seguidores como plateia de leilão de gado. Depois de tudo, é mandado para “novos desafios” por seus donos. A vida não é justa.

Uma resposta to “A lista dos jornalistas que apoiaram o golpe e agora se fingem de mortos”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    hoje eles pagam caro p falar contra o gov. anterior,foram atrás do patrão e se ferraram, agora quero + q vocês se sarrebentem e fique na pior cris ezistencial q vocês sabwem muito bem,

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