Governo Temer dificulta investigação internacional contra Serra

Via Jornal GGN em 24/9/2017

O G1 divulgou no sábado, dia 23/9, uma reportagem informando que Rodrigo Janot queixou-se que o governo Temer tem dificultado a criação de uma força-tarefa internacional para investigar José Serra (PSDB).

Segundo o portal, em 15 de fevereiro deste ano, Janot encontrou-se com Michel Temer e pediu o encaminhamento de uma cooperação internacional para apurar pagamentos irregulares à campanha do político na Espanha. Uma semana depois, em 22 de fevereiro, Serra pediu demissão do cargo de ministro das Relações Exteriores. À época, ele alegou “problemas de saúde”.

De acordo com a matéria, Janot disse a Temer que, no cargo de ministro, Serra teria condições de intervir na investigação.

“O episódio, desconhecido até então, foi narrado em tom de indignação pelo próprio Janot no mês passado, durante uma reunião de trabalho com procuradores-gerais sul-americanos em Brasília”, diz o G1.

“Na ocasião, Janot desabafou sobre como o governo brasileiro, segundo ele, vinha dificultando a liberação de equipes conjuntas de investigação”.

O G1 obteve o áudio em que Janot relata que, sob Temer, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça passou a cuidar dos pedidos de cooperação internacional com o objetivo de “criar embaraços” a investigações.

“Houve a criação, no âmbito do Ministério da Justiça, de órgão chamado DRCI [Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional], que originalmente não tinha essa vocação, que depois absorveu a matéria de formação de equipes conjuntas. Depois, ao longo do tempo, se viu que o objetivo foi exatamente esse: de criar embaraços na formação dessas equipes conjuntas, de um lado, e, de outro, ter acesso às provas sigilosas que muitas vezes envolvem pessoas do próprio Executivo”, afirma Janot”, diz trecho da gravação.

A investigação
Janot contou que a Espanha identificou uma empresa que transferia dinheiro para campanhas de políticos brasileiros e recebia suborno quando contratada no Brasil. O nome da empresa não foi revelado pelo portal. Mas, de acordo com a reportagem, os espanhóis já haviam identificado inclusive o caminho do dinheiro e o pagamento do suborno.

“O problema, disse à época, era que a tramitação do assunto no governo passaria por um dos suspeitos: o próprio Serra, então ministro das Relações Exteriores. Segundo Janot, caberia a ele, como chanceler, produzir o texto que formalizaria a equipe de investigação conjunta”.

“Eu, naquela época, eu ainda não tinha uma ação penal contra o presidente nem investigação. Fui ao presidente da República e disse: ‘Presidente, como é que nós vamos montar uma equipe conjunta cujo objeto é investigar o chanceler se esse ato deve ser feito pelo chanceler?’ Depois que o DRCI libera a parte técnica, ele é feito pelo chanceler’”, contou Janot, narrando sua conversa com Temer.

Leia a reportagem completa aqui.

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