As formas da JBS lavar dinheiro

Luis Nassif, via Jornal GGN em 8/9/2017

DE UM OBSERVADOR DA ECONOMIA NORTE-AMERICANA
A JBS nos EUA é maior que no Brasil e suas transações financeiras merecem uma ampla investigação.

Por exemplo, a JBS comprou a Pilgrim’s Pride, processadora de carne de frango, falida, sob administração da Corte de Falências do Distrito Norte do Texas, por US$2,5 bilhões, outras notícias dão como US$2,8 bilhões, que incluem o pagamento integral de US$1,7 bilhão em dívidas, a maior parte sem garantias.

Ora, numa falência é possível comprar créditos por uma fração do valor. Ninguém paga 100% mas em todas as notícias publicadas nos EUA o preço inclui o pagamento integral das dívidas dessa Pilgrim’s.

Espertos como são os Batistas seria facílimo comprar esses créditos por uma fração do valor de face e depois da compra pagar integralmente, como está em todas as noticia, embolsando a diferença através de testas de ferro.

Para os acionistas a JBS pagou US$800 milhões a vista por 64%, o que também é um exagero para um frigorifico de frangos, falido.

O dinheiro para essas compras veio na maior parte do BNDES, será que o banco está investigando?

No caso da National Beef Packers, os Batista levantaram US$900 milhões no BNDES para essa aquisição, que não aconteceu e o dinheiro da compra ficou na JBS, o BNDES não pediu o cancelamento do credito e a devolução dos recursos, que aliás deveriam ter sido desembolsados vinculados à aquisição, direto para os vendedores, como ocorre com financiamentos para fins específicos. Esse financiamento foi para essa aquisição que não se realizou. Nesse caso o TCU detectou a irregularidade e está pedindo explicações ao BNDES.

O BNDES deveria contratar uma auditoria externa para rastrear essas transações fora do Brasil e um grupo de trabalho interno para consolidar as informações sobre o conjunto do grupo, o banco corre o risco de graves problemas à frente.

Essa investigação precisa também rastrear a teia de off-shores que controlam a JBS americana e que podem isolar essa parte do controle da JBS Brasil, preservando fora de um eventual bloqueio a maior parte do império Batista.

Leia o original da matéria publicada pelo Institutional Investor: JBS To Buy Pilgrim’s pride for $25B

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