Líder da tropa de choque de Temer e Cunha vai relatar CPI contra a JBS

Carlos Marun, integrante da tropa de choque de Temer, é o relator de CPMI da JBS.

Via Congresso em Foco em 11/9/2017

Integrante da chamada “tropa de choque de Temer”, o deputado Carlos Marun (PMDB/MS) foi confirmado na terça-feira, dia 12/9, como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS. O parlamentar também foi fiel escudeiro do ex-deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Instalada na semana passada, a CPMI foi criada com o apoio do Palácio do Planalto como contraofensiva às gravações de Joesley Batista.

O nome foi escolhido pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO), presidente da CPI, que deu preferência ao PMDB, devido a legenda formar as maiores bancadas na Câmara e no Senado. O deputado delegado Francischini (SD/PR) ficou com a sub-relatoria de contratos da JBS. Já o deputado Hugo Leal (PSB/RJ) assumirá a sub-relatoria de assuntos fiscais, previdenciários e agropecuários.

A comissão foi desengavetada na semana passada, três meses após ter sido criada, e já reúne cerca de 100 requerimentos de informações, convocações e convites de autoridades e investigados. A decisão de dar andamento aos trabalhos foi tomada logo após as recentes revelações da Procuradoria Geral da República (PGR) sobre suspeitas de omissões e ilegalidades no acordo de colaboração da JBS.

Deputados e senadores pretendem aprovar, já na reunião marcada para a tarde de terça-feira, dia 12/9, a convocação dos empresários Joesley e Wesley Batista, do diretor de Relações Institucionais da J&F, controladora da JBS, Ricardo Saud, do ex-procurador Marcello Miller e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Os pedidos de convocação apresentados por governistas e oposicionistas também miram, entre outros, os ex-presidentes Lula e Dilma (PT), os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antônio Palocci, o operador financeiro Lúcio Funaro, o ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), o ex-presidente do BNDES, Ricardo Coutinho, além do próprio Cunha. O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que trabalhou para o grupo, também é alvo da oposição.

Inicialmente, a CPI focaria nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à J&F nos governos Lula e Dilma. Com a reviravolta nas delações, a comissão deve ser utilizada pelos governistas para atacar o acordo de colaboração premiada fechado com o grupo empresarial.

***

DOS 34 INTEGRANTES DA CPMI DA JBS, AO MENOS 8 RECEBERAM DOAÇÃO DA EMPRESA
Via UOL em 12/9/2017

Ao menos oito dos 34 deputados e senadores titulares nomeados para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS receberam recursos da empresa como doação de campanha nas eleições de 2014.

Os valores somados das doações eleitorais feitas pela JBS, que pertence ao grupo J&F, chegam a R$3,9 milhões. Quase 50% desse valor, entretanto, foi doado ao senador Wellington Fagundes (PR/MT). Já o menor valor doado foi para o deputado Victório Galli (PSC/MT), de R$30 mil.

Entre os beneficiados das doações também está o deputado nomeado para relatar a CPMI, Carlos Marun (PMDB/MS). Integrante da tropa de elite do presidente Michel Temer, ele recebeu R$103 mil da empresa, via repasse de outros candidatos.

O nome de Marun não foi consenso e acabou resultando na saída de dois senadores da comissão, Otto Alencar (PSD/BA) e Ricardo Ferraço (PSDB/ES). Nos bastidores, integrantes acreditam que as investigações podem blindar Temer.

O deputado relator foi procurado pela reportagem do UOL na terça-feira, dia 12/9, para comentar o caso, mas até as 20h30 não retornou aos telefonemas.

A comissão apura se houve irregularidades nas operações da holding J&F, dona da JBS, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), entre 2007 e 2016. A suspeita é a de pagamento de propinas para obter financiamentos do banco.

O grupo é dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. Joesley está preso desde domingo (10) por determinação do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de omitir informações no acordo de delação, que foi suspenso. E Wesley, foi detido na quarta-feira, dia 13/9.

Até agora, cerca de 130 requerimentos já foram apresentados à CPMI. Os parlamentares pedem, por exemplo, a convocação dos irmãos Batista e de integrantes dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Doações
O senador Acir Gurgacz (PDT/RO) recebeu R$833,3 mil em doação de campanha da JBS, repassados por meio do diretório estadual do partido. Já o senador Paulo Rocha (PT/PA) recebeu R$233,5 mil, repassados pelos diretórios estadual e nacional do PT.

Entre os deputados federais, o que mais recebeu foi Renzo Braz (PP/MG). O valor doado pela JBS, de acordo com os dados da prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, foi de R$700 mil, sendo R$100 mil de uma empresa de produtos de limpeza do grupo. O deputado Weverton Rocha (PDT/MA) recebeu R$100 mil, enquanto Paulo Pimenta (PT/RS) obteve R$66,4 mil.

Uma resposta to “Líder da tropa de choque de Temer e Cunha vai relatar CPI contra a JBS”

  1. heloizahelenapiasblog Says:

    briga de cahorrro grande, vai dar sérios problemas sim
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