Instituto Lula rebate as acusações de Palocci

Em vídeo, advogado do ex-presidente Lula rebate as acusações de Palocci: “Ele está sob intensa pressão, está preso e está querendo obter o seu acordo de delação premiada. Veio hoje aqui com frases e expressões prontas, anotadas em um papel para poder dizer durante a audiência. Como foi o caso da expressão ‘pacto de sangue’”.

Via Nocaute em 6/9/2017

O ex-presidente Lula rebateu as acusações feitas pelo ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci em depoimento ao juiz Sérgio Moro no processo que trata de um terreno para a construção do Instituto Lula. “Palocci valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena”, diz a assessoria do ex-presidente em nota divulgada à imprensa. A delação acontece no mesmo momento em que a vitoriosa Caravana Lula encerra sua primeira fase.

Leia a nota na íntegra.

INSTITUTO LULA – NOTA À IMPRENSA
A história que Antônio Palocci conta é contraditória com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e provas e que só se compreende dentro da situação de um homem preso e condenado em outros processos pelo juiz Sérgio Moro que busca negociar com o Ministério Público e o próprio juiz Moro um acordo de delação premiada que exige que se justifique acusações falsas e sem provas contra o ex-presidente Lula.

Palocci repete o papel de réu que não só desiste de se defender como, sem o compromisso de dizer a verdade, valida as acusações do Ministério Público para obter redução de pena e que no processo do tríplex foi de Léo Pinheiro. A acusação do Ministério Público fala que o terreno teria sido comprado com recursos desviados de contratos da Petrobras, e só por envolver Petrobras o caso é julgado no Paraná por Sérgio Moro. Não há nada no processo ou no depoimento de Palocci que confirme isso. Sobre a tal “planilha”, mesmo Palocci diz que era um controle interno do Marcelo Odebrecht e que “acha” que se refere a ele. Ou seja, nem Palocci conhecia a tal planilha, quanto mais Lula.

Palocci falou de uma série de reuniões onde não estava e de outras onde não haveriam testemunhas de suas conversas. Todas falas sem provas.

Marcelo, por sua vez, diz ter pedido que seu pai contasse para Lula e Emílio negou ter contado isso para Lula.

O réu Glauco da Costa Marques reafirmou em depoimento ser o proprietário do imóvel vizinho ao da residência do ex-presidente e ter contrato de aluguel com a família do ex-presidente, e que está recebendo o aluguel. Uma relação de locador e locatário não se confunde com propriedade oculta.

Processos fora da devida jurisdição com juiz de notória parcialidade, sentenças que não apontam nem ato de corrupção nem benefício recebido, negociações secretas de delação com réus presos que mudam versões de depoimento em busca de acordos com o juízo explicitam cada vez mais que os processos contra o ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato em Curitiba não obedecem ao devido processo legal.

O Instituto Lula reafirma que jamais solicitou ou recebeu qualquer terreno da empresa Odebrecht e jamais teve qualquer outra sede que não o sobrado onde funciona no bairro do Ipiranga em residência adquirida em 1991.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirma que jamais cometeu qualquer ilícito nem antes, nem durante, nem depois de exercer dois mandatos de presidente da República eleito pela população brasileira.

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

ADVOGADO DE LULA REBATEU AS ACUSAÇÕES
Boa tarde, eu estou saindo agora aqui do Fórum, do depoimento do ex-ministro Palocci. Gostaria de fazer um registro para vocês. Primeiro o ex-ministro Antônio Palocci prestou um depoimento aqui para o juiz Sérgio Moro há alguns meses, no meio de maio desse ano. E a versão que ele apresentou naquela oportunidade é totalmente diferente da versão que ele apresentou hoje.

Já no início da audiência, o Ministério Público reconheceu que está negociando um acordo de delação premiada com o ex-ministro Palocci. Portanto, a versão que ele apresenta hoje aqui, é uma versão que nitidamente busca destravar esse acordo de delação premiada. Ele apresentou uma nova versão apenas para conseguir esse benefício. Ele está sob intensa pressão, ele está preso e está querendo obter o seu acordo de delação premiada.

Veio hoje aqui com frases e expressões prontas, anotadas em um papel para poder dizer durante a audiência. Como foi o caso da expressão “pacto de sangue”. Ele trouxe isso nas suas próprias anotações. Era algo, portanto, já ensaiado. Algo que já havia sido imaginado para ser apresentado durante esta audiência. É um depoimento prestado por um corréu e sem a obrigação de dizer a verdade. Portanto não há qualquer compromisso com a verdade assumido aqui no início da audiência pelo ex-ministro Palocci.

E um registro final: essa versão que ele apresenta hoje diferente daquela versão de alguns meses atrás, é uma versão que colide e é incompatível com aquela versão apresentada por testemunhas e outros corréus. Aquilo que Palocci disse com relação a Emilio Odebrecht foi expressamente negado por Emilio em seu depoimento. E o depoimento do Emilio foi prestado com o compromisso de dizer a verdade, ao contrário aqui do depoimento prestado pelo ex-ministro Palocci.

Portanto, o depoimento não merece nenhuma credibilidade. É um depoimento apenas para agradar os procuradores e obter uma delação premiada. E é dessa forma que deve ser visto esse depoimento. No próximo dia 13 o ex-presidente Lula estará aqui em Curitiba e terá a oportunidade de esclarecer a verdade dos fatos, que é totalmente diferente daquela que foi apresentada pelo ex-ministro Palocci.

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