Após denúncia de propina, amigo de Moro abandona defesa de procurador da Lava-Jato

Carlos Fernando dos Santos Lima.

Via Jornal GGN em 29/8/2017

A jornalista Mônica Bergamo escreveu mais um capítulo da polêmica história do ex-advogado da Odebrecht que denunciou suposto tráfico de influência e pagamento de propina para obter um acordo de delação premiada com os procuradores de Curitiba, em ação da Lava-Jato.

Segundo a jornalista, o advogado Carlos Zucolotto, que é “amigo pessoal” do juiz Sérgio Moro, abandonou oficialmente a defesa do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em um processo trabalhista que tramita no Superior Tribunal de Justiça. A desistência ocorreu na segunda-feira, dia 28/8, um dia após Bergamo revelar a denúncia feita por Duran e de Santos Lima ter negado que era representado por Zucolotto.

Ex-advogado da Odebrecht, Duran é acusado pela Lava-Jato de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Diante das acusações, ele tentou fechar um acordo de delação e afirma que o amigo pessoal de Moro ofereceu seus serviços devido aos “bons contatos” que teria em Curitiba.

Em troca do acordo, Zucolotto teria solicitado que um terço dos honorários fosse pagos “por fora”, para que pudesse repassar a outras pessoas que teriam ajudado nos “bastidores”.

Duran não tem as mensagens que trocou com o amigo de Moro porque elas foram destruídas por um aplicativo de celular, mas aponta que guarda o e-mail com a proposta de delação feitas pelos procuradores nos mesmos moldes negociados com Zucolotto. O ex-advogado da Odebrecht está na Espanha e é considerado foragido – o País negou sua extradição.

“A acusação contra Zucolotto foi rebatida com veemência por Moro. Para ele, Duran é foragido e não merece crédito. Os procuradores dizem o mesmo e lembram que ele é acusado de 104 crimes. O advogado não coloca Moro sob suspeita”, reforçou Bergamo.

“Duran diz que a diferença dele para outros delatores é que, como está livre, na Espanha, fala sem sofrer qualquer tipo de coação ou ameaça de prisão, o que tornaria sua história ‘mais crível’”, acrescentou.

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Mônica Bergamo em 29/8/2017
DESPEDIDA
O advogado Carlos Zucolotto Jr., amigo do juiz Sérgio Moro, renunciou na segunda-feira, dia 28/8, ao mandato para representar o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Operação Lava-Jato, em uma ação trabalhista. O processo corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

NO PRAZO
A renúncia ocorre um dia depois de Zucolotto ter sido acusado pelo ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran de tentar intermediar acordo favorável a ele na Lava-Jato, onde teria bons contatos. Carlos Fernando afirma que não tem relação com Zucolotto e que seu defensor, na verdade, é Vicente Paula Santos, de quem o amigo de Moro já foi sócio.

SALDO EXTRA
Na ação, Carlos Fernando pede o pagamento de diferença de 101 diárias que recebeu por deslocamentos a serviço, em 2005. Ele já perdeu em outra instância e agora apela ao STJ para que a decisão seja revista em seu favor. O valor da causa, sem atualização, é de R$26 mil.

CRÉDITO
A acusação contra Zucolotto foi rebatida com veemência por Moro. Para ele, Duran é foragido e não merece crédito. Os procuradores dizem o mesmo e lembram que ele é acusado de 104 crimes. O advogado não coloca Moro sob suspeita.

CRÉDITO 2
Duran diz que a diferença dele para outros delatores é que, como está livre, na Espanha, fala sem sofrer qualquer tipo de coação ou ameaça de prisão, o que tornaria sua história “mais crível”.

NÃO NEGO
Em apenas dois meses, o PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) da Prefeitura de São Paulo, que propõe descontos e parcelamentos para quitar dívidas com a gestão municipal, contabilizou R$1,1 bilhão em adesões. É o dobro do que foi obtido, no mesmo período, em programa de 2015.

QUANDO PUDER
Os pagamentos à vista somam, no entanto, R$80 milhões, contra R$140 milhões recebidos há dois anos. “Há mais gente endividada e querendo limpar o nome, mas com menos dinheiro para pagar à vista”, diz Caio Megale, secretário da Fazenda. O programa vai até outubro.

MARCHA LENTA
O brasileiro ainda está pessimista e inseguro. Segundo o Índice Nacional de Confiança, estudo encomendado pela Associação Comercial de São Paulo, 63% dos 1.200 entrevistados nas cinco regiões do país se dizem pouco confiantes na estabilidade em seu trabalho e 30% acreditam que sua situação financeira vai piorar nos próximos seis meses. O índice geral registrou a segunda pior marca da série, iniciada em 2005.

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