Mato Grosso: Silval começa a entregar esquemas envolvendo PMDB, PP, PR e PSDB

Via Jornal GGN em 25/8/2017

Após ser preso alvo da Operação Sodoma, em setembro de 2015, o ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa foi solto em junho deste ano quando negociava acordo de delação premiada e passou a colaborar com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Acusado inicialmente de extorsão e de chefiar uma organização criminosa que cobrava propina de empresários por contratos mantidos com o Estado, Silval entregou vídeos ao Ministério Público Federal (MPF) para sustentar parte de suas acusações, que mostram políticos do Mato Grosso recebendo maços de dinheiro em espécie.

As investigações que partem do acordo de delação entre Silval Barbosa e os investigadores tramitam em sigilo na Justiça, mas algumas informações vêm sendo divulgadas nos últimos dias pela TV Globo. Imagens das gravações foram transmitidas pelo Jornal Nacional, na quinta-feira, dia 24/8.

As cenas teriam sido gravadas pelo chefe de gabinete de seu governo, Silvio Cezar, que teria a responsabilidade de fazer a entrega dos montantes resultados de esquemas de corrupção no Mato Grosso. Entre os políticos, aparecem o atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP-MT), os ex-deputados estaduais Hermínio Barreto (PR) e Alexandre César (PT), e a atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra (PSB).

À TV Globo, o prefeito Emanuel Pinheiro afirmou que não fez nada de ilícito e que comprovaria na Justiça. O marido de Luciene Bezerra afirmou que o dinheiro é parte de uma quitação de dívidas de campanha eleitoral.

Além da gravação, Silval Barbosa contou aos procuradores da República que ele foi estimulado a não fechar acordo de delação premiada. O senador Cidinho Santos (PR/MT) afirmou que Blairo Maggi, Pedro Taques (PSDB) e o senador Wellington Fagundes (PR/MT) teriam “prometido ajuda” para não delatar.

Enquanto estava preso durante quase dois anos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), Silval recebeu a visita de Cidinho, no dia 26 de abril do último ano. Na ocasião, o ex-governador afirmou que pensava confessar os crimes e pagar fiança. O senador disse que Maggi, Fagundes e “Número 1 PTX”, referência a Pedro Taques, iriam ajudá-lo.

A acusação é de que o grupo estaria tentando anular a Operação Ararath, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sobre crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no governo do estado. Da mesma forma como o fez com o caso envolvendo a entrega dos montantes, Silval também teria gravado este encontro e entregue à PGR.

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