Após escapar de tomates, Gilmar Mendes defende “semipresidencialismo” sonhado pelo PSDB

Via Jornal GGN em 21/8/2017

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes escapou de levar uma chuva de tomates na segunda-feira, dia 21/8, durante um debate sobre reforma política em São Paulo, segundo relatos da Conjur. O manifestante que aguardava Gilmar superar o atraso do avião acabou sendo expulso antes do magistrado chegar ao encontro promovido pelo Estadão.

“Ele estava escalado para fazer a abertura de um evento sobre reforma política organizado pelo Estadão na sede do jornal, em São Paulo. Chegou atrasado, porque o voo em que viria, às 6h05, foi cancelado pela TAM. Nesse meio tempo, um espectador sentado na primeira fileira da plateia carregava tomates destinados ao ministro Gilmar. Foi expulso do evento a tempo por um segurança que viu a munição nos bolsos do manifestante”, relatou o jornalista Pedro Canário.

No encontro, Gilmar acabou sendo alvo de protestos mais moderados por outro motivo: ter concedido habeas corpus a empresário do transporte investigado no Rio de Janeiro.

Pego recentemente visitando Michel Temer na calada da noite para debater reforma política, Gilmar, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral, deu sua opinião sobre a mudança do sistema presidencialista. Ele defendeu um “semipresidencialismo” que agrada o ninho tucano, apontou o Conjur.

“É preciso algo que combine o nosso antigo modelo presidencial, ou quase imperial, com o parlamentarismo”, disse Gilmar, para quem a alteração seria uma forma de “preservar a Presidência da República, até em seu papel de poder moderador, e a chefia do Estado”. “Por outro lado, isso traria mais responsabilidade ao processo decisório congressional”, explicou.

“No entendimento do ministro, esse sistema acabaria com a ‘esquizofrenia’ das relações entre Executivo e Legislativo, especialmente em matéria de gasto público. ‘Dificilmente um projeto versando sobre aumento salarial não passa mais cedo ou mais tarde, apesar da oposição do Executivo’“, acrescentou o portal.

Gilmar ainda argumentou que o presidencialismo não impede que crises de governo virem crises de Estado. “Prova disso”, afirma, “é que dos últimos quatro presidentes eleitos, só dois terminaram os mandatos [Fernando Henrique Cardoso e Lula]”.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

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