Será possível ganhar as eleições de 2018 sem um conchavo com a direita?

Sim, desde que o campo progressista seja capaz de elaborar um programa de governo democrático e popular e formar uma frente eleitoral ampla.

Manoel Dias da Fonseca Neto, via CartaCapital em 8/8/2017

Tenho absoluta convicção que sim, se definirmos um programa mínimo democrático e popular com posições claras e avançadas sobre a reforma agrária, demarcação de terras indígenas, legalização de terras dos quilombolas, quebra do monopólio midiático da Globo et caterva.

Se elaborarmos uma reforma fiscal para taxar os lucros bancários, grandes fortunas e grandes heranças e reduzir progressivamente o imposto de renda.

Caso se desenhe uma política econômica que favoreça amplamente a agricultura familiar e orgânica, com rígido controle do uso de agrotóxico, ampliação da oferta de emprego, fortalecimento do salário mínimo, retorno e ampliação dos programas sociais de transferência de renda, acesso a uma educação e saúde de qualidade e inclusiva e tenha uma política externa independente, que fortaleça a multipolaridade, a paz entre os povos, o fomento de alianças estratégicas com o Mercosul, os Brics, a Alba, e estreite as relações e solidariedade com os povos da África.

A partir deste programa, é preciso construir uma frente única democrática e popular, composta por um conselho de líderes com um representante de cada partido que vier a compô-la, um representante de cada central sindical que aderir, um representante do MST, do MTST, da UNE, da UBES e de algumas poucas mais entidades nacionais da sociedade civil.

Ao compor a frente e definir um programa de governo avançado poderíamos então fazer uma campanha politica capaz de conquistar a Presidência da República e a maioria das assembleias e do Senado. Seria muito importante Lula reconhecer a necessidade da formação desta frente e que o vice fosse escolhido desta parceria, após a definição do programa de governo de consenso. Certamente o PMDB, o DEM, o PSDB e o PPS, os partidos direitistas e golpistas por excelência, não concordariam com este programa e não iriam aderir à frente. Seria um riquíssimo processo de educação política e de exercício da democracia.

Manoel Dias da Fonseca Neto é médico e integrante do Movimiento Poetas del Mundo Fortaleza (CE).

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