O dia em que a presidenta do STF prestou contas a Sérgio Moro

Via Jornal GGN em 15/8/2017

A presidente do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia se encontrou com o juiz Sérgio Moro na terça (15), num evento promovido pela Jovem Pan, em São Paulo, e de acordo com relatos do Estadão, a ministra fez questão de dizer ao juiz estrela da Lava-Jato que não vai mudar seu voto sobre a prisão em segunda instância.

Na semana passada, a grande mídia apontou que o ministro Ricardo Lewandowski queria que o assunto voltasse à pauta o quanto antes, sinalizando que outros colegas de Corte estão interessados em derrubar a possibilidade de um réu poder ser preso para cumprir pena antes mesmo de ter apelado a todas as instâncias possível.

No evento, Moro – que também deu pitacos sobre a reforma política e criticou as mudanças da Polícia Federal na força-tarefa da Lava-Jato na capital do Panará – se disse preocupado com essa “movimentação” de alguns ministros.

O Estadão disse que, nos bastidores, Moro chegou a abordar Cármen Lúcia com o tema. “Estou preocupado com a segunda instância lá”, disse Moro. A ministra prestou contas sobre seu posicionamento ao juiz de Curitiba. “Eu não mudei”, respondeu.

Diante de uma plateia majoritariamente admiradora da Lava-Jato, Moro disse que não estava tocando nesse assunto para “pressionar ninguém”. “[…] longe de mim querer efetuar qualquer espécie de pressão” no Supremo, comentou. “[…] mas espero que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal tenha a compreensão de que essa mudança foi importante, essencial e foi legado do ministro Teori Zavascki”.

Moro ainda disse que, no Brasil, o réu condenado não deveria ter direito a aguardar as apelações em liberdade porque há recursos demais em prol das defesas, a ponto de tornar a Justiça morosa e, no limite, adepta da impunidade.

“Claro que é ótimo, em tese, se falar: vamos espera a última decisão para não correr nenhum risco de condenação equivocada, para executar uma pena. Mas no nosso sistema processual existe uma infinidade de recursos, aliada a uma carga excessiva, desumana, realisticamente, irracional de processos nos tribunais superiores, no STJ e no Supremo Tribunal Federal, a exigência do trânsito em julgado significa na prática impunidade de crimes praticados pelos poderosos que tem condições pelas brechas da lei, não há nada de errado nisso, usam as brechas da lei, o errado está as brechas, para manipular o sistema para que esses processos nunca cheguem ao fim”.

O juiz ainda disse que “seria uma grande surpresa para mim se isso viesse do Supremo Tribunal Federal, que há pouco mais de um ano decidiu diferente”.

Uma resposta to “O dia em que a presidenta do STF prestou contas a Sérgio Moro”

  1. Teresinha Carpes Says:

    Esta Ministra Carmem Lúcia,já que é horrorosa por fora,poderia ser linda por dentro,mas não é o que acontece,ela é horrorosa por dentro também!!

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