Luis Nassif: O inquérito sobre Furnas que absolveu Aécio se esqueceu do personagem principal

Luis Nassif, via Jornal GGN em 10/8/2017

Dimas Toledo costumava de se vangloriar de ter mais de cem deputados no bolso. Durante anos e anos foi o principal operador de Furnas. Eram públicas suas relações com Aécio Neves e outros políticos.

No inquérito, menciona a existência de enorme quantidade de documentos, que levaram à reabertura do inquérito contra Aécio, e não menciona nenhum. Limita-se a indicar os depoimentos que livrariam Aécio, dentre os quais os de Lula, José Dirceu e Silvinho Pereira, de que Dimas não teria sido nomeado por influência de Aécio. E também do filho do dono da Bauruense, afirmando que o pai nunca lhe mencionara o nome de Aécio. Bauruense teria sido a empresa através do qual se lavava o dinheiro de Furnas para Aécio.

Foi uma beleza de inquérito amigo, sem nenhuma condução coercitiva, nenhuma menção a depoimento de Dimas.

Dimas Toledo seria uma síntese de Paulo Roberto Costa com Alberto Youssef. Mantinha o cargo em Furnas e providenciava a lavagem de dinheiro com fornecedores. Não há sequer fotos atualizadas dele.

No inquérito, assinado pelo delegado Alex Levi Bersan de Rezende, não há nenhuma menção às contas de Aécio em Liechtenstein, nenhum rastreamento das contas da Bauruense, nenhuma apreensão de documentos da empresa no período em que os pagamentos supostamente teriam sido feitos.

Alex serviu muito tempo à PF em Minas Gerias. Por lá, a cada mês a PF divulga um escândalo novo ou requentado contra o governador Fernando Pimentel, baseada exclusivamente em delações sem provas de um ex-marqueteiro.

O que comprova que os deuses beneficiaram Aécio não apenas interferindo na roleta dos sorteios do Supremo, mas também na escolha dos delegados.

Diálogo de Aécio com Joesley, nos grampos da JBS

Grampo mostra Aécio pressionando cúpula da PF para ter acesso a inquérito Furnas

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PF INOCENTA AÉCIO EM CASO FURNAS MESMO TENDO PROVAS CONTRA O SENADOR
Via Brasil 247 em 9/8/2017

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) foi inocentado pela Polícia Federal sobre o caso de corrupção em Furnas.

Em relatório enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o delegado Alex Levi Resende justificou que “não é possível atestar que senador realizou as condutas criminosas que lhe são imputadas”.

Aécio era investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusado por delatores de envolvimento em um esquema de corrupção na estatal do setor elétrico desde 2005.

De acordo com o delegado, os delatores Alberto Youssef e Delcídio do Amaral não comprovaram suas acusações contra o tucano.

O lobista Fernando Horneaux Moura, condenado a 16 anos no âmbito da Lava-Jato, chegou a dizer que um terço da propina da empresa ia para o presidente nacional do PSDB.

Aécio chegou a prestar depoimento sobre o caso em maio desse ano.

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