Transportes, Integração e Cidades devem ser os mais afetados por cortes orçamentários

João Paulo Caldeira, via Jornal GGN em 27/7/2017

Com a queda na arrecadação e a dificuldade em atingir a meta fiscal prevista para 2017, o governo anunciará um novo corte no Orçamento que deve afetar, principalmente, os Ministérios da Integração, dos Transportes e das Cidades.

As pastas afetadas são responsáveis por programas como a transposição do Rio São Francisco e o Minha Casa, Minha Vida. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o governo de Michel Temer está revisando todos os itens de despesa de 2017 e 2018 para traçar um plano de emergência para garantir o cumprimento da meta fiscal, que prevê déficit de R$159 bilhões para este ano.

Dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quarta (26) mostram que o rombo acumulado nos doze meses completados em junho chegou a R$182,8 bilhões, mais de R$43 bilhões do que a meta prevista para 2017. Analistas acreditam que o déficit pode passar em R$20 bilhões a meta deste ano.

Além dos cortes, Temer deve autorizar o adiamento do reajuste de inúmeras categorias de servidores em 2018. A previsão do corte adicional no Orçamento é de R$5,9 bilhões, mas pode ser reduzido com a entrada de receitas como o pagamento de R$1,3 bilhão de uma dívida de R$4,3 bilhões da Petrobras.

Os cortes poderão causar um colapso da máquina pública, com a restrição da prestação de serviços para o cidadão, como ocorreu recentemente com a emissão de passaportes pela Polícia Federal. Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro, disse que o governo realizará um remanejamento de despesas para garantir o atendimento de serviços essenciais.

Ontem (26), o Tesouro divulgou que o governo central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) teve o maior déficit na história para o primeiro semestre, chegando a um rombo de R$56,092 bilhões entre janeiro a junho.

Para tentar conter o prejuízo, o governo concentrou a redução de gastos em investimentos, que caíram 39,4% no semestre e chegaram a R$16,927 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve redução de 48,2%, e o Minha Casa, Minha Vida teve um recuo ainda maior, de 55,1%, chegando a R$1,408 bilhão, descontando a inflação medida pelo IPCA.

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