Aumento da gasolina com Temer e PSDB é o maior dos últimos 13 anos

Via Brasil 247 em 21/7/2017

O reajuste nas alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol, anunciado na quinta-feira, dia 20/7, pelo governo Michel Temer, pode fazer com que a gasolina sofra a maior alta no preço em 13 anos.

O novo valor a chegar nas bombas, já iniciado na sexta-feira, dia 21/7, deverá ser o mais alto desde o início da série semanal de preços dos combustíveis da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em 2004. A gasolina veio R$0,4075 mais cara, praticamente o mesmo valor anunciado pelo governo (R$0,41). O novo preço já é sentido em postos de todo o País.

Segundo especialistas, o aumento afeta não apenas o consumidor, mas toda a economia, gerando impacto em outros setores, como o agrícola, que faz uso intenso do transporte e é o que mais tem ajudado o PIB. Além disso, pode gerar um novo aumento em cadeia, em itens como transporte, alimentação e, por consequência, impactar na inflação do país.

Leia mais na Agência Brasil:

POSTOS DE GASOLINA JÁ REPASSAM AUMENTO DE TRIBUTOS PARA PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
O reajuste nas alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol já é sentido em postos de gasolina de todo país. Segundo o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, o aumento já foi repassado pelas distribuidoras desde a 0h de sexta-feira, dia 21/7.

“O combustível já foi bombeado pelas distribuidoras com aumento e esse valor é repassado logo que acabam os estoques nos postos de gasolina. O momento para esse reajuste foi péssimo, onde a gente ainda está em uma recessão, não saímos da crise. Atualmente, há uma queda nas vendas de combustíveis e o governo optou pelo jeito mais fácil para equilibrar suas contas, aumentando impostos”, destacou.

Soares ressalta que o aumento dos combustíveis pode gerar um novo aumento em cadeia, em itens como transporte, alimentação e, por consequência, impactar na inflação do país. A alíquota passou de R$0,3816 para R$0,7925 para o litro da gasolina e de R$0,2480 para R$0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$0,12 para R$0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$0,1964.

“O nosso setor trabalha com margens muito apertadas de lucro. É o único setor do comercio em que se sabe que a média nacional de margem bruta de lucro é 12%. Acho difícil o empresário do setor absorver todo esse impacto”, disse.

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