Moro atuou como político ao comparar Lula a Cunha

Helena Chagas em 19/7/2017

A jornalista Helena Chagas afirmou na quarta-feira, dia 19/7, que o juiz Sérgio Moro atuou como agente político e midiático ao comparar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o maior líder popular da história recente brasileira, com o ex-deputado Eduardo Cunha, um dos principais articuladores do golpe parlamentar que destruiu a economia e a imagem do Brasil, e que cumpre pena de 15 anos de prisão por corrupção.

“Ao rebater ponto por ponto as alegações de incoerência e falta de provas feitas pela defesa, Moro, chamado por Lula de “czar”, poderia ter sido apenas técnico. Mas foi político ao comparar o processo do ex-presidente com o do famigerado Eduardo Cunha, que segundo ele também não era legalmente proprietário das contas achadas no exterior – era apenas usufrutuário, como, insinua o juiz, Lula seria do tríplex”, afirma a jornalista.

Para Chagas, ao desembarcar do campo técnico, Moro reforça a narrativa da perseguição política a Lula. “O risco de passar do ponto, para Moro – que já não tem a intocabilidade dos primeiros tempos – é dar razão a Lula em recursos às instâncias superiores. Se não no TRF4, alguém no STJ ou no STF pode estar ficando com vontade de dar um puxão de orelhas no juiz mais famoso do Brasil. O caso Lula, que atrai todas as atenções, será a oportunidade para isso”, afirma.

“O tira-teima, para o ex-presidente, será nas ruas, com o teste de sua capacidade de mobilizar apoio – que começa com a convocação de amanhã. Do dia da condenação até agora, porém, ele pode ter perdido nos recursos jurídicos contra Moro, mas conseguiu fazer barulho e politizar ainda mais o embate”, acrescenta Helena Chagas.

Leia o artigo na íntegra no blog Os Divergentes.

***

DALLAGNOL COMPARA LULA COM CUNHA E TEMER NO TWITTER E TOMA TOCO DE NASSIF
Via Revista Fórum em 20/7/2017

O jornalista e blogueiro Luis Nassif deixou o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Daltan Dallagnol, do seu verdadeiro tamanho num curto debate no Twitter.

O procurador tentou fazer graça num post comparando o tal tríplex no Guarujá, visitado uma única vez ainda em obras pelo ex-presidente, a uma conta truste no exterior, administrada por Eduardo Cunha e com os recursos da qual ele viajou com a família, comprou joias, pagou caríssimas aulas de tênis e usufruiu de estádias nos melhores hotéis do mundo.

Dallagnol também tentou fazer graça comparando essa única visita ao tríplex com as gravações límpidas da conversa entre Joesley e Temer, onde fica claro, no mínimo, que o presidente ilegítimo prevaricou ao não denunciar as armações ilegais do empresário.

O raciocínio de Dallagnol, de tão primário, não resistiu a uma única frase de Nassif, comparando tudo isso ao fato de que os fundos onde o procurador também diz depositar os recursos que recebe em palestras também não estariam em nome dele.

Como a conversa era sobre patrimônio imobiliário, Nassif ainda poderia ter perguntado sobre os apartamentos do Minha Casa Minha Vida, comprados por Dallagnol para investir (clique aqui). Ou seja, para fazer grana com vantagens de um projeto social que tem por objetivo ajudar os mais pobres.

Mas nem precisou fazer isso. Porque Dallagnol calou. Não tem estatura para debates, só para dar sermões aos desavisados.

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: