PT denuncia Temer à PGR por compra de votos para barrar denúncia na Câmara

Paulo Pimenta (RS), Wadih Damous (RJ) e Paulo Teixeira (SP). Foto: PT na Câmara.

Via Jornal GGN em 5/7/2017

Deputados do PT decidiram apresentar à Procuradoria Geral da República mais uma denúncia contra Michel Temer. Dessa vez, por compra de votos para barrar o pedido da Lava-Jato para processar o presidente por corrupção passiva, envolvendo propina da JBS.

Paulo Pimenta (RS), Wadih Damous (RJ) e Paulo Teixeira (SP) acusam Temer de usar o cargo para se livrar do processo. Na terça-feira, dia 4/7, o presidente se encontrou com dezenas de deputados que estão indecisos. Além disso, a imprensa revelou que o governo vem liberando bilhões em emendas parlamentares, além de distribuir cargos a quem ajudar a manter Temer no posto.

“Justamente na data em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dá início ao processo contra Temer, ele passa o dia recebendo deputados indecisos. Está evidente que ele está usando a máquina do governo para comprar votos e fazer chantagens e pressão sobre parlamentares”, protestou o deputado Paulo Pimenta, segundo relatos do Estadão.

A nova denúncia deve ser encaminhada à PGR pelos petistas nesta quarta. Ela vai apontar que Temer “praticou os crimes de corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, atentando contra a moralidade e administração pública”.

Ontem [4/6], a Folha de S.Paulo informou que Temer não tem votos suficientes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para impedir que a denúncia chegue ao plenário. Dos 66 deputados do grupo, Temer acreditar ter apoio de 30.

Propina da JBS
Hoje, os advogados de Temer entregarão à CCJ a defesa prévia do peemedebista contra a denúncia de que ele recebeu propina da JBS através de Rodrigo Rocha Loures.

A expectativa é de que os deputados avaliem e votam contra ou a favor da denúncia ir ao plenário na próxima semana.

Mais denúncias
Além dessa ação por corrupção passiva, a PGR ainda deve apresentar mais uma denúncia, por obstrução de Justiça, envolvendo a compra do silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

A PGR também aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal sobre pedido de instauração

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