Procuradoria Geral da República pede abertura de inquérito contra José Serra no STF

Serra sempre cercado de homens de bem.

Com base na delação de Joesley Batista, a PGR suspeita que Serra possa ter cometido o crime de caixa 2 eleitoral, prática que prevê até 5 anos de prisão.

Via Estadão on-line em 5/7/2017

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o senador José Serra (PSDB/SP) sob a suspeita de que ele teria recebido doação não contabilizada na campanha eleitoral à Presidência da República em 2010.

Com base em depoimentos do delator Joesley Batista – dono do Grupo J&F, que controla a empresa JBS –, a PGR suspeita que Serra possa ter cometido o crime de caixa 2 eleitoral, prática que prevê até 5 anos de prisão.

Joesley contou em depoimento que Serra teria lhe procurado, na sede do grupo empresarial JBS, em São Paulo, para pedir financiamento para a disputa eleitoral presidencial de 2010. O delator disse que passou R$7 milhões não contabilizados, e outros R$13 milhões oficialmente declarados – totalizando R$20 milhões para a campanha presidencial.

De acordo com o delator, o repasse não contabilizado ocorreu por meio de “emissão de nota fiscal, pela LRC Eventos e Promoções, no valor de R$6 milhões, para simular a aquisição de um camarote de um autódromo de Fórmula 1” e de “emissão de nota fiscal, no valor de R$420 mil, emitida pela empresa APPM Análises e Pesquisas”.

Por entender que não há conexão com nenhuma investigação que esteja no gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, a PGR pediu que o novo inquérito seja distribuído livremente entre os ministros, por sorteio.

A PGR pede que o Supremo autorize a tomada de depoimento de Serra e também dos representantes legais das empresas LRC Eventos e Promoções e APPM Análises e Pesquisas “para os esclarecimentos necessários referentes aos serviços supostamente por elas prestados e que deram origem às notas fiscais nos valores de R$6 milhões e R$420 mil, respectivamente. A PGR quer também obter as notas fiscais para conferir se são autênticas.

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