PT afirma que força-tarefa da Lava-Jato persegue o partido dentro e fora dos autos

Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Via Jornal GGN em 1º/7/2017

Por meio de nota de sua assessoria de imprensa, o Partido dos Trabalhadores criticou os ataques do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava-Jato, contra o partido em redes sociais.

Para a legenda, o “descontentamento” do procurador ocorre no mesmo momento em que o Tribunal Regional da 4ª Região absolveu o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. O PT reitera que os juízes argumentaram que as delações, sem provas, não são suficientes para a condenação de um acusado.

O partido afirma que esta não é a primeira “demonstração de ódio” de integrantes da força-tarefa, dizendo também que o tratamento dispensado ao PT “não se compara à benevolência com que esses procuradores tratam outras agremiações partidárias”.

Leia a nota abaixo:

NOTA OFICIAL: FORÇA-TAREFA MANTÉM SUA PERSEGUIÇÃO CONTRA O PT – DENTRO E FORA DOS AUTOS
A perseguição ao PT, notadamente, não se compara à benevolência com que procuradores tratam outras agremiações partidárias

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima usou sua página na rede social Facebook na sexta-feira, dia 30/6, para promover uma série de ataques contra o Partido dos Trabalhadores. O direito à manifestação é livre, mas causa estranheza que um funcionário público de alto escalão exprima suas opiniões reiteradamente fora dos autos, numa clara tentativa de pressionar a Justiça e a opinião pública, e fazer valer seus desejos em meio aos trâmites processuais da Operação Lava-Jato.

Coincidentemente, o desequilíbrio verbal e o descontentamento do procurador Carlos Fernando se dão no exato momento em que João Vaccari Neto foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Os juízes foram claros ao sentenciar que, segundo a lei, delações sem provas não bastam para condenar uma pessoa. Vamos repetir: segundo a legislação brasileira, delações sem provas não são suficientes para incriminar e, menos ainda, manchar a honra de quem quer que seja. Se é fato que ninguém está acima da lei, também não podemos admitir que esteja abaixo dela.

Infelizmente, essa não é a primeira demonstração do ódio dos procuradores contra o Partido dos Trabalhadores. O caso mais célebre dessa caçada judicial foi o infame PowerPoint contra o ex-presidente Lula, que virou motivo de piada nas redes sociais devido ao amadorismo e à fragilidade da denúncia. Pelo jeito, a força-tarefa não aprendeu a lição e continua a agir de maneira que não condiz com a história do Ministério Público brasileiro e de seus representantes.

A perseguição ao PT, notadamente, não se compara à benevolência com que esses procuradores tratam outras agremiações partidárias. O PT e seus dirigentes estão e sempre estiveram à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários dentro do processo legal, que é o espaço para que dúvidas sejam dirimidas e a justiça seja feita.

Assessoria de Imprensa do Partido dos Trabalhadores

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