Prestigiado por Moro, Pedro Taques tem funcionários presos por escutas ilegais

Via Jornal GGN em 24/6/2017

Reportagem do portal Mídia News publicada na sexta-feira, dia 23/6, informa que Pedro Taques (PSDB) teve membros do alto escalão da Polícia Militar presos por participarem, com possível conhecimento do governo, de um esquema de monitoramento ilegal de adversários políticos, jornalistas e outras figuras, desde 2015.

Taques é o governador do Mato Grosso que foi prestigiado pelo juiz Sergio Moro, em dezembro de 2016, durante o lançamento do Portal da Transparência do Estado. À época, a assessoria de Lula usou a aproximação do magistrado com o tucano para endossar as críticas sobre o caráter político das decisões de Moro. A foto de Moro com Aécio Neves (PSDB), de evento que ocorreu naquele mesmo mês, foi usada para alegar suspeição.

Segundo a reportagem, foram presos coronéis Polícia Militar, o corregedor-geral da PM, o diretor de Inteligência, além do chefe da Casa Militar, Evandro Lesco. O grupo atuava inserindo nomes das vítimas em pedidos de quebra de sigilo de operações submetidas à Justiça.

O G1 publicou que a Procuradoria Geral da República investiga se Taques sabia do caso e quem teria ordenado as interceptações telefônicas. O caso foi denunciado a Rodrigo Janot pelo promotor Mauro Zaque, que foi ex-secretário de Segurança Pública do Estado em 2015.

CHEFE DA CASA MILITAR E MAIS 5 TÊM PRISÕES DECRETADAS PELO TJ
Camila Ribeiro, via Mídia News

O chefe da Casa Militar do Estado, coronel PM Evandro Lesco, teve mandado de prisão preventiva decretado pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Segundo apurou a reportagem, a prisão já foi cumprida. O tenente-coronel Januário Batista, o coronel Ronelson Barros e um cabo identificado como Toresan também tiveram prisões preventivas.

Também tiveram a prisão decretada o corregedor-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, e o diretor de Inteligência da Corporação, tenente-coronel Victor Paulo Fortes Pereira.

Estes dois últimos foram citados pelo governador Pedro Taques em um ofício enviado ao presidente do Tribunal de Justiça, Rui Mendes, por supostamente vazar uma operação com busca e apreensão e possíveis cumprimentos de mandados de prisão contra PMs investigados por escutas clandestinas ilegais.

Já os outros são suspeitos de atuar no esquema de escutas ilegais. A informação foi confirmada por uma fonte do TJ.

Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de imprensa na tarde de sexta-feira, dia 23/6, o coronel Airton Benedito Siqueira Júnior não foi alvo de mandado de prisão.

As interceptações ilegais teriam sido feitas por integrantes da Inteligência da PM, com suposta anuência de setores do Palácio Paiaguás.

O esquema era viabilizado pela prática da “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

Outros dois membros do Executivo também já foram presos por suspeita de envolvimento na prática de “arapongagem”.

São eles: o coronel PM Zaqueu Barbosa, ex-comandante-geral da PM de Mato Grosso, e do cabo Gerson Ferreira Gouveia Júnior. Os mandados de prisão foram decretados pelo juiz de Direito Marcos Faleiros, da 11ª Vara de Crimes Militares da Comarca de Cuiabá.

Entenda o caso
Coronéis da Polícia Militar, mais assessores do primeiro escalão do Palácio Paiaguás, se utilizariam do esquema para monitorar adversários políticos, jornalistas, advogados e empresários.

No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.

Ao pedir a quebra dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao grupo monitorar.

A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha seria da Comarca de Cáceres, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.

Entre os grampeados estariam a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; a filha do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, Kelly Arcanjo Ribeiro Zen; e os médicos Sergio Dezanetti (de Alta Floresta), Luciano Florisbelo da Silva (do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá), Paullineli Fraga Martins (médico perito, de Alta Floresta), Helio Ferreira de Lima Junior (médico ginecologista) e Hugo Miguel Viegas Coelho (médico da Policlínica de Várzea Grande).

Uma resposta to “Prestigiado por Moro, Pedro Taques tem funcionários presos por escutas ilegais”

  1. magda f santos (@magdafsantos) Says:

    O GOVERNO DO MATO GROSSO É O ESPELHO DA PODRIDÃO E CORRUPÇAO POLITICA BRASILEIRA, ACOBERTADA PELO JUIZECO E PELA PRESIDENCIA GOLPISTA

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