Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS

Luis Nassif, via Jornal GGN em 30/5/2017

A respeito do post “Xadrez de como Janot foi conduzido no caso JBS”, recebo informações de leitores que complementam a questão geopolítica apresentada.

Há duas áreas estratégicas no Brasil, de interesse direto dos Estados Unidos. Uma, a área de energia/petróleo; outra, a área de alimentos. Nelas, a Petrobras e a JBS.

O interesse estratégico na JBS se deve ao fato de ter se transformado no maior fornecedor de proteína animal para a Rússia e a China. Na Petrobras, obviamente pelo acesso ao pré-sal.

Nos dois casos, o Departamento de Justiça logrou colocar sob fiscalização direta do escritório Baker & McKenzie, de Chicago, o maior dos Estados Unidos, o segundo maior do mundo, com 4.600 advogados e 13.000 funcionários mundo e com estrutura legal de uma sociedade registrada na Suíça (Verein) para pagar menos impostos. É considerado ligado ao Departamento de Estado e ao Departamento de Justiça e é visto em todo o mundo como um “braço” do governo americano, atuando em alinhamento com ele na proteção dos interesses essenciais dos EUA.

No Brasil, o nome de fachada da Baker & McKenzie é o escritório de advocacia Trench, Rossi & Watanabe.

Trata-se de uma nova versão originaria do primeiro escritório Baker & Mackenzie no Brasil, fundado como Stroeter, Trench e Veirano em uma pequena casa na Rua Pará em Higienópolis em 1973. O cabeça era o advogado Carlos Alberto de Souza Rossi, filho do empresário Eduardo Garcia Rossi, ligado à Sofunge fundição do grupo Simonsen. Depois o Veirano saiu e montou seu próprio escritório e entrou o desembargador aposentado Kazuo Watanabe, um dos pais dos Juizados de Pequenas Causas.

O Trench, Rossi & Watanabe foi indicado pelo Departamento de Justiça como fiscal dentro da Petrobras, serviço pelo qual já cobrou mais de R$100 milhões. Hoje a Petrobras está sob supervisão direta do Baker McKenzie, que analisa todos seus contratos, vasculha seus e-mails, tentando identificar novas áreas de atuação suspeita.

Agora, assumiu a defesa da JBS, inclusive nas negociações com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O Baker McKenzie é o principal escritório da JBS nos EUA. O caso JBS está sendo monitorado de perto pelo governo dos EUA porque os EUA poderão ter de graça sob seu controle a maior empresa de proteína animal do mundo.

Na realidade a JBS “salvou” a indústria de frigorificação de carne dos EUA, toda ela quebrada, e salvou com dinheiro público brasileiro.

O Brasil praticamente “entregou” a JBS ao controle do EUA. Os Batista não têm saída a não ser virarem americanos. É mais um bom serviço prestado pelos moralistas do Brasil.

Antes os EUA usavam pastores evangélicos para penetrar nos países, hoje usam promotores.

Uma resposta to “Como os EUA passaram a controlar a Petrobras e a JBS”

  1. Oscar Pereira de Barros Says:

    NADA A ESTRANHAR; O Brasil nunca representou segurança jurídica para qualquer ser aqui vivente, ou companhia existente em seu território. Principalmente após o julgamento do “mensalão”, presidido por um nefasto juiz, o Joaquim Barbosa; A grande debaque do nosso povo e de nossas empresas de ponta, começou exatamente quando esse “juiz” passou a julgar com leis não legisladas no país e, mais, quando juízes do supremo declararam candidamente, estarem condenando sem provas,( Rosa Weber). A partir desse instante, qualquer juiz de 1a. instância passou a julgar processos sem respeitar códigos, ou a própria constituição. Não gostou, apele. Para piorar, passamos a copiar leis de outros países. absolutamente não aplicáveis por aqui, com enfase á ( Lavagem de dinheiro e delação premiada). Assinamos contratos de colaboração em cima das ditas leis, deu no que deu. Qualquer grande empresário se puder, mudará seu domicílio fiscal. Afinal, se puder residir na matriz, com leis muito mais claras e, respeito a constituição, porque insistir em ficar na “filial” sustentando servidores públicos, principalmente do judiciário com suas “estabilidades no emprego” e aposentadorias plenas e, muito especiais. Nos tornamos presa fácil…

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