Quem tem amigo, tem tudo: CNJ, de novo, adia julgamento de Sérgio Moro por vazamentos contra Lula

Foto: Lula Marques / Agência PT.

Via Jornal GGN em 30/5/2017

O Conselho Nacional de Justiça retirou da pauta de terça-feira, dia 30/5, o julgamento do juiz Sérgio Moro por vazamentos contra os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Deputados aliados ao antigo governo entraram com duas reclamações disciplinares, questionando possíveis abusos de Moro na divulgação de informações da Lava-Jato à imprensa.

Em um dos episódios, Moro entregou à Globo um grampo da Polícia Federal em que Dilma e Lula apareciam conversando sobre o termo de posse no Ministério da Casa Civil. A repercussão fez com que Lula fosse impedido de ser ministro. Os fatos ocorreram às vésperas da votação do impeachment de Dilma na Câmara, em março de 2016. Depois, Moro pediu desculpas ao Supremo Tribunal Federal, mas não recebeu nenhuma sanção por violar direitos da presidência da República.

Os grampos autorizados por Moro também passaram por cima do direito ao sigilo na comunicação entre advogados e clientes, uma vez que o escritório da defesa de Lula também caiu nas gravações da Polícia Federal.

A retirada das duas ações disciplinares da pauta foi confirmada pelo advogado Cristiano Zanin, que na noite de segunda-feira, dia 29/5, já havia adiantado, numa rede social, a possibilidade de adiamento. Na sessão do dia 23 de maio, as ações disciplinares contra Moro também foram retiradas da pauta de julgamento.

2 Respostas to “Quem tem amigo, tem tudo: CNJ, de novo, adia julgamento de Sérgio Moro por vazamentos contra Lula”

  1. Cícero (@mapjan10) Says:

    O processo foi tirado de pauta pelo relator João Otavio de Noronha sem qualquer fundamento jurídico que justifique o adiamento, numa clara demonstração de “proteção” ao juiz inquisidor do Paraná, tal de Moro.
    A pergunta que fica é: A lei é ou não é igual para todos???!!!

  2. Claudio Corrêa Says:

    O julgamento de “cartas marcadas” foi adiado. A cartomante está de licença médica. E todos nós sabemos que “as cartas não metem jamais”. O pleno do CNJ é composto em sua maioria por juízes, logo é “juiz julgando juiz”, já dá pra antever o resultado.

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