Em 2016, Reinaldo Azevedo defendeu grampo e quebra de sigilo de Dilma

Azevedo sempre “bem” acompanhado.

Via Sul21 em 23/5/2017

A Procuradoria Geral da República anexou, em inquérito da Operação Lava-Jato, o conteúdo de conversas gravadas por interceptação telefônica entre o jornalista Reinaldo Azevedo, que mantem um blog na revista Veja, e Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves. Nestas conversas, Reinaldo Azevedo critica uma reportagem da Veja e a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Após a divulgação do fato, pelo site Buzzfeed, Reinaldo Azevedo anunciou que estava pedindo demissão da Veja e divulgou uma nota criticando a violação da garantia constitucional do sigilo de fonte e alertando para a instauração de um estado policial no país.

Já no dia 18 de março de 2016, em um episódio similar, o mesmo Reinaldo Azevedo defendeu a divulgação do conteúdo do grampo que atingiu a então presidenta da República, Dilma Rousseff (PT). Naquela ocasião, em um post intitulado “Dilma Rousseff quer prender Sérgio Moro, e eu quero prender Dilma Rousseff”, o jornalista escreveu em seu blog na Veja:

“Dilma não foi grampeada. Grampeados foram outros entes e pessoas que estão sob investigação. O problema é que eles todos estavam em linha direta com a presidente da República. […] Não se tratou de escuta ilegal, mas legalmente determinada. A quebra do sigilo dessas mensagens, dado o contexto, é plenamente justificada. A única área de debate será o uso das gravações feitas quando já suspensa a quebra do sigilo. Muito provavelmente, não poderão ser empregadas como prova”.

P.S. do DCM: em 2011, Reinaldo escreveu também um post intitulado “Eu estou doido para ouvir petista em grampo telefônico na tevê. Ou: quanto a Procuradoria Geral da República é rápida”

2 Respostas to “Em 2016, Reinaldo Azevedo defendeu grampo e quebra de sigilo de Dilma”

  1. Aristóteles Barros da Silva Says:

    O distinto está provando do próprio veneno que tanto destilou.

  2. Geraldo Franco Says:

    Quem semeia vento colhe tempestades. Afinal o jornalista paspalhão paga pelos seus pecados; isto se chama ‘justiça poética’ se é que não saibam.

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