Alguns fatos que você não verá na GloboNews e na “grande mídia”

Segundo a GloboNews, Michel Temer está dando tudo pelo silêncio de Cunha.

Via Desmascarando em 20/5/2017

1) Delcídio Amaral foi preso por algo que não chega a 10% do flagrante dado em Aécio. Qual é a razão de Aécio Neves não estar na cadeia até agora? Essa diferença de tratamento é escandalosa.

2) A Folha de S.Paulo está tentando segurar Temer no cargo. Já até arrumaram uma perícia para contestar a validade do áudio. Essa postura da Folha decorre do fato que Temer representa a continuidade da reforma da previdência e trabalhista. Ou seja, a direita tem um governo que faz exatamente o que ela quer e agora vai joga-lo no lixo? Pra quê?

3) A Globo descartou Temer, por um entendimento estratégico. Os donos da Globo acreditam que a margem de 308 votos para aprovar PECs na Câmara já era apertada, agora com o esfacelamento dessa base parlamentar, Temer já não é capaz de aprova-las. Necessita-se então um novo preposto para dar continuidade ao projeto das reformas. Rodrigo Maia já aparece com um candidato, mas qualquer um que faça o serviço serve. Será defendida a “saída constitucional”, com a maior desfaçatez, uma vez que esse pessoal nunca se importou com a Constituição. A questão é que nesse momento a Constituição determina eleições indiretas, o que evitaria uma possível vitória de Lula, que é o líder nas pesquisas.

4) A revista Época mostrou o gravador usado por Joesley. Tinha aparência de pen drive disfarçado, por isso era tão ruim a qualidade do áudio, A preocupação era não ser pego em uma possível revista na entrada do Palácio. Já existem outras perícias mostrando que o áudio entre Temer e Joesley não tem problemas graves, tampouco edições.

5) Essa foi a delação mais bem feita até o momento. Trouxe provas concretas, áudios, vídeos, extratos bancários, dinheiro rastreado, diferentemente de outras delações fechadas em Curitiba, que só trazem o gogó dos delatores contra o PT. Em alguns casos, as “provas” feitas em Curitiba chegam a dar pena, como o caso do “e-mail da Dilma”, criado por um estagiário do advogado da Mônica Moura.

6) É ridícula a nota dos peritos da PF dizendo que o áudio do Temer deveria ter sido enviado para análise na própria Polícia Federal antes de ser divulgado. Essa operação foi um sucesso tão grande justamente porque conseguiu o que nenhuma outra conseguiu: evitar vazamentos. Se esse áudio tivesse ido para a PF, teria sido vazado sem dúvidas, como aconteceu em várias oportunidades nos últimos anos.

7) Também é deprimente ver o silêncio das panelas. Os panelaços contra Temer hoje não chegaram nem perto daqueles contra Dilma. Na verdade, só comprova que o ódio das classes mais abastadas era às políticas sociais implementadas pelo PT (Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Prouni, Farmácia Popular, vinda dos médicos cubanos e fórmula de reajuste anual real do salário mínimo). O ódio nunca teve a ver com a corrupção.

8) Chama a atenção uma crítica razoável, porém tardia e oportunista sobre o instituto da delação premiada, principalmente no que diz respeito ao benefício dos delatores. Isso é algo que está errado há tempos, porém só incomodou certos setores agora, em que os delatores arrombaram certos redutos da direita, destruindo Aécio e o governo Temer. A Carta Capital já havia abordado o tema há tempos, em 30 de junho de 2016 foi inclusive o tema da capa da revista, sob o título “A doce vida do delator”. O conteúdo mostrava que delatores como Paulo Roberto Costa e Sérgio Machado, que roubaram a Petrobras por décadas, ainda estão ricos e usufruindo do melhor da vida.

9) Nenhum comentário na grande mídia sobre o que disse Joesley Batista sobre o corpo técnico do BNDES. Ele falou que nunca pagou propina para ninguém da instituição, entre outras coisas nesse sentido. Na verdade, Joesley reforça o que já disseram os delatores da Odebrecht e Andrade Gutierrez. Apesar de delatarem corruptos em todos os cantos do poder, todos foram unânimes em dizer que o corpo técnico do BNDES não tinha corruptos, diferentemente do caso de outras estatais, com a Caixa e a Petrobras. A grande mídia não divulga esse trecho do depoimento porque ele vai contra toda uma mentira criada nos últimos 4 anos, de que o BNDES seria “o novo petrolão”.

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