Empresas terceirizadas pelas Lojas Marisa utilizam trabalho escravo

Ação dos fiscais do trabalho de São Paulo que resultou na autuação da Marisa flagrou imigrantes trabalhando em condições degradantes. Foto: Maurício Hashizume / Repórter Brasil.

Na cadeia produtiva, uma empresa compra os tecidos, faz o primeiro corte e subcontrata a costura; a segunda faz a costura das peças; e uma terceira presta serviços de acabamento, revisão, arremate e controle de qualidade.

Via Senado em Discussão em 12/12/2012

Caracterizadas pelos fiscais como “pseudoempresas interpostas”, essas confecções funcionavam, na avaliação dos auditores, “como verdadeiras células de produção” da Marisa, encobrindo relação de emprego, razão pela qual o magazine foi responsabilizado pelas multas e acertos financeiros com os empregados da pequena confecção.

O magazine recebeu 43 autos de infração, num total de R$633,6 mil em multas, dos quais R$394 mil se referiam à sonegação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os auditores também exigiram que a empresa fizesse o registro e a rescisão dos contratos de trabalho, e pagasse os direitos ­correspondentes.

Por conta de denúncias anteriores relacionando as Lojas Marisa e o trabalho escravo – assim como outros magazines do setor têxtil –, as empresas já haviam assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2007, comprometendo-se a evitar ligações com oficinas com trabalho ilegal.

Após a fiscalização de 2010, a Marisa anunciou que implantaria um novo modelo de certificação para combater o trabalho degradante. Novo TAC foi assinado em setembro de 2010, responsabilizando a empresa por verificar as condições e contratos de trabalho dos empregados de toda a sua cadeia produtiva.

Entre os imigrantes libertados em São Paulo, 16 são bolivianos – entre eles um adolescente – e um peruano. A maioria dos bolivianos vinha de El Alto, cidade vizinha à capital La Paz. Eles disseram terem sido atraídos pelas histórias de sucesso de parentes que vieram para o Brasil. O único peruano disse que era de Cusco e não tinha o visto temporário.

Segundo o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, o número de costureiras na região caiu de 180 mil, na década de 1990, para cerca de 80 mil, em 2006. Como a demanda do setor cresceu muito nesse mesmo período, a situação flagrada na oficina de costura seria, para a entidade, um dos motivos para a redução drástica de empregos formais no setor.

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LOJAS MARISA APELAM À CANALHICE NO DIA DAS MÃES
Via Brasil 247 em 12/5/2017

“Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”, diz o post de sexta-feira, dia 12/5, das Lojas Marisa.

A “piada” seria uma referência ao depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro, como se ele tivesse culpado a ex-primeira-dama pelo suposto caso do tríplex.

Ocorre que Lula manteve a mesma versão que sempre sustentou: a de que Marisa tinha uma cota, mas não exerceu o direito de adquirir a propriedade.

Ou seja: as Lojas Marisa apenas compraram a versão canalha de determinados meios de comunicação que, sem provas materiais contra Lula, passaram a atacar suas supostas falhas morais.

Um exemplo disso foi a capa de Veja neste fim de semana (leia aqui).

Leia também:
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