Leandro Fortes: Sérgio Moro em seu labirinto

Leandro Fortes em 29/4/2017

A reação do juiz Moro à postura corajosa e digna de Lula à perseguição abjeta que tem sofrido, gerou, agora, uma excrescência de moralidade que, por si só, já deveria ser suficiente para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastá-lo daquele hospício que virou a vara de Curitiba.

Moro mandou recolher presentes que Lula ganhou, quando era presidente, em confronto direto com a lei e, principalmente, com os padrões de sanidade mental que devem nortear a ação de um juiz.

Agiu como um adolescente mimado ao perceber que, diante de Lula, ele é obrigado a recuar aos espaços criados artificialmente pela Globo junto à turma de extrema-direita que se divide entre loas a Bolsonaro e o consumo indiscriminado de Lexotan.

Essa ação contra os presentes de Lula revela, portanto, muito mais do que mesquinharia.

É um sinal de que Moro, mesmo com a ajuda da GloboNews, não sabe mais para onde ir.

***

MORO CONFISCA BENS DE LULA E DEFESA APONTA MAIS UMA PROVA DA PERSEGUIÇÃO JUDICIAL

Via Brasil 247 em 29/4/2017

O juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato, confiscou 21 bens que o ex-presidente Lula recebeu de outros chefes de Estado e determinou que fossem devolvidos à União, alegando que servidores públicos não podem receber bens de alto valor.

Entre os bens, semelhantes aos que estão expostos no Instituto FHC, constam itens como moedas, espadas e outros presentes que, geralmente, são trocados por chefes de estado.

Para a defesa, foi mais uma prova da perseguição judicial a que Lula vem sendo submetido por Moro; “O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-presidente”, diz o advogado Cristiano Zanin Martins.

Abaixo, a nota:

“O fato de o juiz Sérgio Moro autorizar que seja retirado de Lula parte do seu acervo presidencial é mais uma prova de sua parcialidade e perseguição contra o ex-presidente.

O acervo privado de Lula, composto de documentos e presentes recebidos pelo ex-presidente durante os seus dois mandatos, é resultado de um processo administrativo que tramitou em Brasília, perante a Presidência da República, e seguiu os critérios da Lei nº 8.394/1991, exatamente como ocorreu em relação a todos os ex-presidentes da República desde a edição desse ato normativo.

Nenhum ato relacionado ao acervo foi praticado em Curitiba, com confirmou em juízo a testemunha Claudio Soares Rocha, que organizou todo o processo. Além da questão da competência territorial, o tema é absolutamente estranho a uma Vara Criminal. Mais uma vez está-se diante de uma decisão absolutamente ilegítima, que integra o ‘lawfare’ contra Lula.”

Cristiano Zanin Martins

Uma resposta to “Leandro Fortes: Sérgio Moro em seu labirinto”

  1. Oscarlinda Kruger Says:

    E a gente vai dizer o que???O STF está virado em caso de polícia e ninguém tem mais moral. Realmente só resta o Lula.

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