Jornalixo da Folha confunde o gângster Paulinho da Farsa com o conjunto do movimento sindical

Luis Felipe Miguel, lido no Esquerda Caviar em 25/3/2017

A manchete da Folha não é – que surpresa – integralmente esclarecedora. No site é pior ainda, dá a entender de forma inequívoca que todo o movimento sindical brasileiro estaria na barganha. Na verdade, segundo a própria reportagem, é a Força Sindical que está propondo vender os trabalhadores por trinta moedas golpistas – e promete arrastar UGT e outras menores consigo. Por mais que a CUT ande longe de seu passado de lutas, é inimaginável que ela se disponha a apoiar o fim da aposentadoria e dos direitos trabalhistas.

Não duvido da reportagem. Faz tempo que Paulinho da Força superou a pelegagem; ele opera na faixa do gangsterismo. Acho, no entanto, que a negociação não tem como prosperar, pois não há liderança sindical, por mais vendida que seja, que sobreviva à defesa das “reformas” de Temer. A Força será obrigada a roer a corda, caso não queira desaparecer do cenário. A matéria da Folha termina com a informação de os assessores do usurpador estão cabreiros com as conversas, porque avaliam que os traidores da classe trabalhadora não terão como entregar o apoio que prometem.

De toda maneira, o episódio é indicador da crise do movimento sindical brasileiro. As quatro centrais pretensamente envolvidas na negociata representariam, segundo a reportagem, “37% dos trabalhadores do país”. É muito, espelhando muita despolitização, muito analfabetismo político que ainda está esperando ser combatido.

***

CUT REBATE FOLHA SOBRE APOIO A TEMER EM TROCA DE RECURSOS
Jornal GGN em 26/3/2017

Por meio de nota publicada nas redes sociais, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vágner Freitas, rebate matéria da Folha de S.Paulo publicada no sábado, dia 25/3. O jornal diz que as “centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial”.

Freitas afirma que a central não está negociando com o “governo ilegítimo e golpista” de Michel Temer e que a Folha inclui todas as centrais brasileiras na suposta negociação. O presidente da CUT também afirma que o jornal, “sempre que possível”, tenta desqualificar a CUT e sua luta pelos direitos dos trabalhadores.

Leia a íntegra da nota abaixo:

A CUT não está negociando com o governo ilegítimo e golpista de Temer a volta de qualquer tipo de imposto em troca do fim da aposentadoria e da CLT.
A Folha de S.Paulo deste sábado induz o leitor a erro.
Ao afirmar na manchete que “Por volta de contribuição, centrais oferecem oposição menor a reforma”, o jornal inclui todas as centrais brasileiras em uma suposta negociação contrária aos interesses da classe trabalhadora.
A leitura da matéria prova a distorção do jornal que, sempre que possível, busca desqualificar a luta da CUT em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
A CUT não negocia direitos conquistados com muita mobilização, luta, enfrentamentos com a polícia política dos governantes antidemocráticos por nenhuma negociata feita em gabinetes.
A luta da CUT é em defesa da classe trabalhadora. Colocamos 1 milhão de pessoas nas ruas contra os desmontes de Temer no último dia 15 e no próximo dia 31 vamos parar o Brasil contra a terceirização, contra o fim da aposentadoria e da CLT.

Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT

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