Celso Amorim: “O Brasil faz antidiplomacia”.

Gisele Federicce, via Brasil 247 em 26/3/2017

Ministro das Relações Exteriores de 2003 a 2011, durante o governo Lula, Celso Amorim questiona se há realmente uma política externa no Brasil atualmente, quando questionado sobre o assunto pelo 247 na sexta-feira, dia 24/3, durante evento do PT sobre a Lava-Jato em São Paulo.

“Qual política externa? Há uma?”, perguntou. O diplomata disse ter “pena” do Itamaraty, que segundo ele está “desmotivado” durante o governo Michel Temer. “Como é que podemos imaginar que o Brasil, como maior país da América do Sul, se automarginalize na discussão sobre a Venezuela?”, questiona.

O Brasil “se automarginalizou porque preferiu a condenação fácil”, disse ele. “Não estou defendendo necessariamente tudo o que está ocorrendo no governo Maduro, isso é outro problema, mas se você quer ajudar a resolver, não é com condenações e estridências que você resolve. Isso é antidiplomacia”, avalia.

Sobre as indicações de José Serra e Aloysio Nunes para o ministério, ele diz não ter nada contra a nomeação de políticos. “O problema é que são pessoas, na minha impressão, que não estão com compromisso com a problemática com a qual eles estão tratando. Estão com outros interesses políticos”, diz. “Vejo o Brasil se isolando internacionalmente”, completa.

A respeito da Lava-Jato, o ex-ministro da Defesa durante o governo Dilma defendeu que “é preciso fazer uma distinção entre o combate à corrupção, que é algo que o PT sempre fez e deve continuar a fazer, e a maneira como a operação Lava-Jato foi conduzida, que evidentemente acabou ganhando foco político. Ganhou não, desde o início teve foco político muito claro”.

“Não é que as pessoas que cometeram crimes não tenham que ser punidas, elas têm que ser punidas”, ressalta. “Mas você não pode destruir o capitalismo nacional”, alerta. “Por outro lado, toda investigação tem que ser conduzida com os princípios dos direitos humanos”, finaliza, criticando ainda “a publicidade espetacular de certas ações”.

Uma resposta to “Celso Amorim: “O Brasil faz antidiplomacia”.”

  1. CRISTINA REIS Says:

    Nenhum deles, e o próprio Temerário até hoje, depois de terem deflagrado o Golpe, foram recebidos ou convidados por qualquer Chefe de Estado de qualquer país do mundo. As grandes nações do mundo adoram dar Golpe em países do 2º e 3º mundo, mais não gostam de golpistas e de traidores.

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