13 de março: Nunca esqueceremos o legado de Jango

Há exatamente 53 anos, o presidente João Goulart realizava o maior comício de todos os tempos, na Central do Brasil no Rio de Janeiro.

Christopher Goulart, lido no Blog do Luiz Muller em 13/3/2017

Um momento sublime da nossa história, pois naquele ato, o Chefe do poder executivo dirigia-se em praça pública, encaminhando as reformas de base, motivação esta da sua deposição pelo golpe civil-militar, articulado pelas forças da direita.

Diria eu, sem medo de equívoco, que hoje marcamos uma data de reflexão sobre um país que poderia ter encaminhado a sua sustentação política, social, econômica, nos pilares da justiça social. Choramos uma data em que poderíamos ter um país muito mais evoluído, sorrateiramente interrompido por um golpe de Estado em 64.

“Nosso lema, trabalhadores do Brasil, é “progresso com justiça” e “desenvolvimento com igualdade”. E dessa forma, meu avô procurava iniciar uma reforma agrária no Brasil, com o Decreto da Supra, uma Reforma Constitucional, a Encampação de refinarias de Petróleo particulares, valorizando nossas riquezas minerais especialmente as riquezas criadas pelo petróleo.

Falava naquele dia em reforma universitária, tão reclamada pelos estudantes brasileiros. Falava em regulamentar o preço extorsivo dos apartamentos e residências desocupados. Já havia assinado a lei de remessa de lucros em janeiro daquele ano.

Vale registrar aqui, como forma de homenagem, o último trecho de seu famoso discurso:

“Hoje, com o alto testemunho da nação e com a solidariedade do povo, reunido na praça que só ao povo pertence, o governo, que é também o povo e que também só ao povo pertence, reafirma seus propósitos inabaláveis de lutar com todas as suas forças pela reforma da sociedade brasileira. Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação econômica, pela justiça social e pelo progresso do Brasil”.

Passados 53 anos, reafirmamos hoje que só o trabalhismo tem um indicativo para o verdadeiro progresso da nação. Bem sabemos que a luta será tanto maior contra nós quanto mais perto estivermos do cumprimento do nosso dever.

Sigamos em frente, com o exemplo do legado apontado por João Goulart!

Christopher Goulart é advogado e primeiro suplente ao Senado do PDT/RS.

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