Temer vira piada internacional com discurso machista

Via Revista Fórum em 9/3/2017

A infeliz fala do presidente Michel Temer no Dia Internacional da Mulher, de certa forma um tanto quando blindada pela mídia tradicional brasileira, não passou despercebida na imprensa mundial. Temer foi motivo de chacota em várias regiões do mundo, pois grandes jornais escancararam a falta de senso de seu discurso em “homenagem” às mulheres no dia 8 de março.

“Tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela [Temer], do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher”, afirmou o peemedebista. Como se já não bastasse, ainda disse que a mulher tem uma grande participação na economia do país porque é “capaz de indicar os desajustes de preços em supermercados” e “identificar flutuações econômicas no orçamento doméstico”.

A norte-americana CNN, por exemplo, destacou as críticas que as mulheres brasileiras fizeram após o discurso. “Presidente brasileiro é criticado ao elogiar as habilidades das mulheres no supermercado”.

Já o espanhol El País foi mais direto: “O presidente do Brasil reduz o papel da mulher à casa e ao supermercado”.

O inglês The Independent, por sua vez, classificou a fala de Temer como “sexista”.

O jornal alemão Frankfurter Allgemeine também não perdoou: “Especialistas em trabalho doméstico, crianças, compras: Michel Temer só quis fazer um cumprimento às brasileiras no Dia das Mulheres. Mas a tentativa do presidente brasileiro saiu pela culatra”, diz a manchete.

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TEMER DIZ QUE É PAPEL DA MULHER, NÃO DO HOMEM, CUIDAR DA CASA E DOS FILHOS
Via Jornal GGN em 8/3/2017

Na quarta-feira, dia 8 de março, enquanto mulheres de todo o mundo celebram uma data que marca a luta histórica por direitos e igualdade de gênero, o presidente Michel Temer proferiu um discurso exaltando o papel “doméstico” da mulher no que tange a criação dos filhos e os cuidados para com o marido. Segundo Temer, a formação adequada da sociedade requer dedicação da mulher, e não do homem.

“Tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela [Temer], do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher”, declarou Temer, no Palácio do Planalto.

Segundo relatos da Folha, as temeridades não pararam por aí. Temer ainda disse que a participação da mulher na economia é importante porque ninguém é mais capaz de “indicar os desajustes de preços em supermercados” e “identificar flutuações econômicas no orçamento doméstico” do que uma mulher.

“Na economia, também, a mulher tem uma grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados mais do que a mulher. Ninguém é capaz melhor de identificar eventuais flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico maior ou menor”, afirmou.

Enquanto estudos da ONU, divulgados hoje [8/3], indicam que as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho continuarão gritantes por mais um século, pelo menos, Temer tentou minimizar a situação, dizendo que cada vez mais a mulher tem chances de ter um emprego fora de casa. Ele também disse que hoje em dia “homens e mulheres são igualmente empregados”. “Com algumas restrições”, ponderou. “Mas a gente vê o número de mulheres que comandam empresas”, completou o peemedebista.

Marcela Temer, objeto de debates fervorosos sobre feminismo após um perfil da Veja taxá-la de “bela, recatada e do lar”, fez um discurso rápido defendendo o respeito ao “modo de vida” que algumas mulheres escolheram. Para ela, é preciso que a sociedade “reconheça os vários papéis” desempenhados pelas mulheres hoje.

Marcela disse ainda que as mulheres vivem uma “realidade difícil” e que Estado e sociedade precisam “dar condições” para que elas criem seus filhos “da melhor maneira possível”. Ainda de acordo com relatos da Folha, a primeira-dama afirmou que é necessário “acabar com a intolerância que afronta a realidade das mulheres”.

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