Dilma diz que seleto trecho de delação ocorre “estranhamente” quando se revela o golpe

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Via Jornal GGN em 2/3/2017

Sobre as divulgações parciais da delação de Marcelo Odebrecht, sigilosa, ao ministro-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que “é mentirosa” a afirmação de que pediu recursos do empreiteiro ou “quaisquer empresários” por meio de caixa 2.

Destacou que “estranhamente, são divulgadas à imprensa, sempre de maneira seletiva, trechos de declarações ou informações truncadas. E ocorrem justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República”.

Conforme divulgou o GGN, os trechos soltos das mais de três horas do depoimento de Marcelo ao TSE vazados tinham como mira as menções exclusivamente ao PT. Segundo reportagens do Estadão, o executivo narrou encontros com os ex-ministros de Dilma, Antônio Palocci e Guido Mantega, e eximiu Michel Temer do episódio em que teria solicitado recursos.

Entre as divulgações, o Estadão selecionou a de que o presidente Michel Temer (PMDB) “nunca” teria pedido dinheiro diretamente ao empreiteiro. Mas confirmou, por outro lado, a negociata com o seu atual ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, para a remessa de R$10 milhões em caixa 2 ao PMDB e que ocorreu, sim, o encontro a convite de Michel no Palácio do Jaburu para a concretização da colaboração da Odebrecht.

“A insistência em impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral é um insulto à sua honestidade e um despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos. […] Dilma Rousseff tem a certeza de que a verdade irá prevalecer e o caráter lesivo das acusações infundadas será reparado na própria Justiça”, completou a assessoria de imprensa da ex-presidente.

Em nota, disse ainda que é mentira a suposição de que Dilma indicou Guido Mantega “como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais”. E que a responsabilidade para o caixa das campanhas, obviamente, era dos tesoureiros, nas duas eleições.

“Por fim, cabe reiterar que todas as doações às campanhas de Dilma Rousseff foram feitas de acordo com a legislação, tendo as duas prestações de contas sido aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral”, concluiu.

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