José Yunes, melhor amigo de Temer, confessa que foi “mula do Padilha”

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MT e Primo estão enrolados.

Marcos Mortari, via Infomoney em 24/2/2017

O presidente Michel Temer manterá Eliseu Padilha no Ministério da Casa Civil, mas quer que seu braço-direito se explique sobre as acusações feitas pelo ex-assessor da Presidência José Yunes, que afirmou ter atuado como “mula involuntária” do ministro ao receber do doleiro Lúcio Funaro um pacote em seu escritório de advocacia, em São Paulo (leia aqui).

Segundo o portal do jornal O Globo, o presidente conversou com Padilha por telefone ontem à noite e ficou acertada uma licença médica, em princípio, até 6 de março. A depender do resultado da cirurgia de próstata a que o ministro deverá ser submetido em Porto Alegre, o afastamento poderá ser prorrogado.

A denúncia de Yunes reforça história que apareceu na delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que disse ter mandado entregar dinheiro em espécie no endereço de trabalho de Yunes, em 2014. O ex-assessor da Presidência nega o recebimento de dinheiro, mas admite que Padilha pediu, por telefone, para ele receber um documento.

O novo episódio coloca outro nome forte do governo no olho do furacão da operação Lava-Jato e põe em rota de colisão dois amigos do presidente Michel Temer. O presidente sabia que Yunes havia prestado depoimento ao Ministério Público. O advogado esteve com Temer no Palácio da Alvorada na tarde de quinta.

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PROCURADORIA INVESTIGARÁ PADILHA APÓS DEPOIMENTO DE YUNES SOBRE “PACOTE”
Via Folha on-line em 24/2/2017

A Procuradoria Geral da República (PGR) deve pedir nas próximas semanas a abertura de inquérito para investigar o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) diante do depoimento de José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer.

Yunes prestou depoimento na semana passada aos procuradores em Brasília.

O ex-assessor de Temer disse à PGR, e também em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha, na quinta-feira, dia 23/2, ter recebido um “pacote” em 2014, em seu escritório político em São Paulo, entregue por Lúcio Funaro, a pedido de Padilha.

Com a versão contada por Yunes, a PGR avalia ser inevitável pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para investigar o ministro.

Yunes, que pediu demissão em dezembro, disse ter sido um “mula” de Padliha.

Em sua delação premiada, cujo teor foi revelado em dezembro passado, Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, afirmou ter participado de um jantar no Palácio do Jaburu com Marcelo Odebrecht, Temer e o hoje chefe da Casa Civil.

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