Governo golpista: Desde começo da reestruturação, Banco do Brasil já fechou 217 agências

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Via Jornal GGN em 15/2/2017

Desde o anúncio da reestruturação da instituição, 217 agências bancárias do Banco do Brasil foram fechadas. A meta é encerrar as atividades de 402 unidades até março.

O plano de reestruturação foi anunciado em novembro do ano passado e também prevê a transformação de 379 agências em postos de atendimento, além da extinção de 31 superintendências regionais.

O objetivo do banco é economizar em torno de R$750 milhões, que deverão ser investidos no atendimento digital, já que, segundo o BB, cada vez mais correntistas usam computadores e celulares para realizar suas operações bancárias. Também é planejado a abertura de 255 escritórios e agências de atendimento digital.

De acordo com a Agência Brasil, clientes do Banco do Brasil se mostraram surpresos com o fechamento de uma das 17 agências que encerraram as atividades em Brasília. O banco afirmou que os clientes seriam comunicados previamente, e alguns correntistas reclamam que terão de levar mais tempo no deslocamento para outras agências e dizem que não receberam nenhum aviso.

Carlos de Souza, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), criticou a reestruturação feita às pressas e disse que o fechamento de agências causa transtornos desnecessários para clientes e comerciantes, além de gerar preocupação entre os bancários.

Sindicatos em diversas partes do país receberam queixas de empregados que foram transferidos de agência sem aviso prévio.

“As justificativas para a reestruturação são reducionistas e imediatistas. Muita gente continua indo às agências bancárias, onde a qualidade do atendimento tende a piorar”, afirma o secretário do Contraf.

Para ele, o Brasil ainda não tem acesso à internet de qualidade que justifique a reestruturação em poucos meses. “Poderia ser feito gradualmente, minimizando os impactos e evitando prejuízos aos trabalhadores e aos clientes.”

Souza também crê que as medidas adotadas pelo BB irão “apequenar” o banco. “Na verdade, são 781 agências bancárias que estão sendo fechadas. Na maioria dos casos, transformar agências em postos de atendimento é a mesma coisa que fechá-las, pois esses postos não têm autonomia: não operam linhas de crédito e financiamento, têm apenas caixas eletrônicos e, quando muito, um único funcionário”, afirmou.

Segundo a instituição, nenhuma cidade onde o BB atua ficará sem agência, contando com ao menos um posto de atendimento. O Ministério Público do Trabalho acompanha a reestruturação a pedido das entidades sindicais.

Cláudio Gadelha, da Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (Conap) do MPT, a reestruturação afeta toda a sociedade.

“O papel do MPT é atuar para diminuir eventuais impactos negativos na vida dos trabalhadores e não questionar judicialmente a reestruturação. Mesmo assim, não tenho dúvida de que há, sim, um grande prejuízo para a sociedade como um todo. [Os efeitos] para o banco, só o tempo dirá.”

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