Renato Janine Ribeiro: Não investigar é prova de conspiração

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Não confie em ninguém.

Renato Janine Ribeiro, lido no Esquerda Caviar em 22/1/2017

Desenhando:

1) Não afirmei que a morte de Teori foi um atentado. Afirmei sim, com todas as letras, que requer investigação apurada, porque é suspeito morrer, desta forma, alguém que está ocupado com assunto que pode até tirar o presidente da República.

2) Mostrei, numa lista, que o Brasil é recordista absoluto em número de acidentes (ou não) que resultaram na morte de ex-governantes (presidentes ou premiers), megaempresários, líderes de várias espécies, nos últimos cinquenta anos, em comparação com países democráticos da Europa Ocidental e da América do Norte. Fora nós, só Portugal, com a morte do premier em 1980.
Não disse que só no Brasil houve tais mortes, nem falei de casos isolados como presidentes da Polônia, Ruanda, Burundi, ou de parlamentares na maior parte obscuros de qualquer país que seja.

3) Em qualquer país decente, uma série tão portentosa, que inclui pelo menos duas mortes de ex-presidentes em acidentes (Castelo e JK), mais três que alguns (não eu) dizem ser suspeitas (Getúlio, Jango e Tancredo), mais muita gente importante, teria levado a uma comissão especial e seríssima de inquérito. Pode perfeitamente ser tudo acidente. Ou quase tudo.

4) O ceticismo, diante dessa série de casos, está do lado de quem quer a investigação. Desconsiderar a demanda por investigação, dizendo que é teoria da conspiração, não é ser cético.

Cansei.

***

NÚMERO DE PESSOAS PODEROSAS MORTAS EM ACIDENTES NO BRASIL É MUITO MAIOR DO QUE NO RESTO DO MUNDO
Renato Janine Ribeiro em 20/1/2017

Aí você lembra dois ex-presidentes da República mortos em acidente (JK na estrada, Castelo Branco no ar), ministros como Marcos Freire, da Reforma Agrária, políticos destacados, como Ulysses e Eduardo Campos, megaempresário como Roger Agnelli, um ministro do STF agora, e acha tudo estranho.

E aí alguns dizem, que paranoia!!

Deve ser mesmo.

Mas aí você se pergunta quantos presidentes da República, primeiros-ministros, ministros de Estado, juízes de Corte Suprema, megaempresários morreram em acidente de jatinho nos últimos 50 anos nos Estados Unidos, Canadá e nas demais grandes democracias, e com muito esforço só encontra Francisco Sá Carneiro, primeiro-ministro de Portugal (1980) – e, faz mais de 50 anos, em 1962, Enrico Mattei, presidente da poderosa estatal italiana do petróleo.

Deve ser uma peculiaridade brasileira, morrerem pessoas importantes em acidentes aéreos.

Sugiro a quem está debochando dessas coincidências: digam que morrer tanta gente assim é uma jabuticaba.

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