Os “boys” da força-tarefa, orgulhosos de sua sabujice aos EUA

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Fernando Brito, via Tijolaço em 18/1/2017

Texto mais que revelador de Helena Chagas, em Os Divergentes:

Membros do Ministério Público tupiniquim não cabem em si de tanto orgulho. Afinal, estão trabalhando lado a lado, em intensa colaboração na Lava-Jato, com os bambas mundialmente famosos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o famoso DoJ. Cada vírgula de cada relatório do DoJ, o órgão que trata dos acordos de leniência nos EUA, tem repercussão internacional. Hoje, por exemplo, corre o mundo a peça que trata das acusações de pagamento de propina que atingem a Rolls Royce, inclusive no Brasil.

Talvez o orgulho, ou quem sabe o deslumbramento de trabalhar junto a esses norte-americanos da pesada, possa explicar o esquecimento, ou a falta de memória, dos nossos procuradores. Até hoje não contaram que praticamente tudo o que consta do relatório do DoJ sobre a atuação da Odebrecht em 11 países – e que provocou uma série de investigações e punições em cadeia no Peru, Panamá, Colômbia e outros – é fruto… dos acordos de delação dos 77 executivos da própria Odebrecht, em fase de homologação pelo STF. E de investigações feitas no Brasil.

Brasileiros e norte-americanos trocaram informações, mas o que foi daqui para lá é muito mais do que o que veio de lá para cá, até porque sabe-se que foram os executivos que atuaram nesses países que revelaram os pagamentos que fizeram em suas obras lá. Tanto que acordos e providências divulgados nos últimos dias em nossos vizinhos latino-americanos já estavam engatilhados.

Antigamente, os EUA compravam a cooperação de agentes públicos brasileiros. Agora, tenho de reconhecer, é grátis.

Há muitos que sonham em serem felizes como entregadores lá nos EUA: de pizza, de comida chinesa, de encomendas variadas.

Mas há também a fina flor dos boys, que acha que pode fazer entregas mais qualificadas.

A dos interesses de seu país.

Honestidade? Tente imaginar promotores norte-americanos vindo aqui ao Brasil mostrar que a as empresas de lá roubam, trazendo documentos que sequer foram homologados pela justiça norte-americana.

Conseguiu imaginar? Eu também não.

Uma resposta to “Os “boys” da força-tarefa, orgulhosos de sua sabujice aos EUA”

  1. Aristóteles Barros da Silva Says:

    Mas, e não existe cadeia para esse tipo de gente? Esses esbirros são protegidos de quem? Será que eles próprios se bastam, como semideuses? Lugar de traidor deve(ria) ser na cadeia!

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