Ex-secretário de Segurança do Paraná comemora massacre de presos em nome de “famílias de bem”

fernando_francischini05

Cada vez que vejo que é contra Dilma mais a defendo.

Lido no DCM em 6/1/2016

Via O Globo
O deputado federal Fernando Francischini (SD/PR), ex-secretário de segurança pública do Paraná, publicou em suas redes sociais mensagens afirmando que as “famílias de bem” estão “aplaudindo de pé” os massacres nos presídios. Francischini, que é delegado da polícia federal licenciado, é integrante da chamada “bancada da bala” no Congresso. As mensagens sinalizando apoio aos massacres foram publicadas pelo deputado na manhã desta sexta-feira. Algumas expressões ele escreveu em letras maiúsculas para chamar a atenção de sua opinião.

“Enquanto for BANDIDO matando BANDIDO, as FAMÍLIAS de BEM que tiveram seus PAIS MORTOS em ASSALTOS, seus FILHOS escravizados pelas DROGAS e suas MÃES destruídas por ESTUPROS estão APLAUDINDO DE PÉ!”, publicou o parlamentar, por volta das 9h, replicando mensagem que afirmava haver planos do PCC de executar presos de facções rivais como resposta às mortes ocorridas no início da semana em Manaus (AM).

Duas horas depois, ao replicar uma reportagem sobre o massacre ocorrido nesta madrugada em Roraima, ele repetiu a expressão “mais bandido matando bandido” e afirmou que a Constituição deve ser alterada para os que “sobrarem vivos” sejam colocados “em prisão perpétua em alguma ilha com isolamento total”.

***

Nilson Lage
No fundo, no fundo, é o que o ministro da Justiça – e boa parte dos que apoiam esse governo – pensa a respeito. Sonham com a adoção, por meio transverso, da pena de morte, ampla, geral, irrestrita. Na lógica pervertida deles, faz sentido. A questão não é nem tanto serem criminosos, mas não se terem conformado.

Muitos dos marginais mais perigosos são pessoas inteligentes que, exatamente por serem inteligentes, preferiram, em algum momento na juventude, uma vida curta e brilhante à vida menos curta e sofrida que a sociedade lhes oferecia. Esses não se corrigirão jamais.

Numa turma de segundo grau da Escola-Presídio Padre Severino, no Rio, minha esposa do primeiro casamento, Ângela Maria de Carvalho Lage, há muito falecida, aplicou, década de 1970, como professora de História, a uma turma brilhante de adolescentes – todos assassinos, estupradores e assaltantes – a leitura do Contrato Social, de Rousseau, e a discussão sobre a responsabilidade do indivíduo ou da sociedade no crime. Acompanhei a experiência e a avaliação, que concluiu pelo que afirmei acima.

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