Após 93 mortes em 6 dias, ministro diz que presídios não saíram do “controle”

Via Folha on-line em 6/1/2017

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), afirmou na sexta-feira, dia 6/1, que o massacre de 31 presos ocorrido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima, foi um “acerto interno de contas” de uma mesma facção criminosa.

Segundo ele, informações preliminares apontam que as mortes foram cometidas por membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), que assassinaram rivais integrantes do mesmo grupo. Ao todo, 31 presos foram mortos.

Mesmo com 93 presos assassinados apenas nos seis primeiros dias deste ano, o ministro nega que o sistema carcerário nacional tenha “saído do controle”. “A situação não saiu do controle. É outra situação difícil. Roraima já tinha tido problema anteriormente. No segundo semestre do ano passado, tivemos 18 mortos, e a situação já vinha sendo monitorada pelas autoridades locais”, disse o ministro, que viajará nesta sexta para Roraima, onde irá se reunir com a governadora, Suely Campos (PP).

“Eu conversei com a governadora e peguei informações preliminares. Não é, aparentemente, uma retaliação do PCC em relação à Família do Norte. Os 31 presos, segundo me informaram, eram da mesma facção, ligados ao PCC.”

Segundo ele, do total, três eram acusados de estupro e os demais eram rivais internos dos presos que cometeram os crimes. “Foi um acerto interno, o que não retira em momento nenhum a gravidade do fato”, disse.

O ministro voltou a dizer que o controle dos presídios estaduais não é competência do governo federal. “Quem faz o monitoramento e o controle são as autoridades estaduais. O governo federal não tem agentes dentro dos sistemas penitenciários estaduais”, disse. Segundo ele, contudo, de acordo com as informações prestadas pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, não há chances de novas rebeliões em presídios.

Segundo Moraes, o massacre desta sexta não tem relação com o ocorrido na segunda-feira, dia 1º/1, em Manaus, que deixou 56 mortos. “Pela troca de informações com os secretários estaduais, o que se vê é uma espécie de morte oportunista. A rebelião começa, e as pessoas começam às vezes a agir contra seus desafetos”, disse.

Mais cedo, o governo de Roraima havia dito que o massacre era uma reação do PCC ao assassinato de 60 presos em dois presídios de Manaus entre domingo [1º/1] e segunda-feira [2/1], quando integrantes da FDN (Família do Norte), um braço do Comando Vermelho que disputa com o PCC a hegemonia nos presídios do Norte do país, invadiram a ala onde ficavam membros do PCC.

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Uma resposta to “Após 93 mortes em 6 dias, ministro diz que presídios não saíram do “controle””

  1. Geraldo Lobo Says:

    Definitivamente está de porre. A Lei Seca deveria servir pra esse cara melhor que as outras que pensa que domina.

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