PCC: Ney Santos, prefeito eleito de Embu e “afilhado” de Alckmin, continua foragido

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PREFEITO ELEITO DE EMBU, NEY SANTOS, CONTINUA FORAGIDO
Via Estadão on-line em 13/12/2016

Procurado desde a sexta-feira, dia 9/12, por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o presidente da Câmara e prefeito eleito de Embu das Artes, Ney Santos (PRB) permanece foragido, segundo costa no site do Ministério Público (MP) de São Paulo. Ney é alvo central da primeira fase da Operação Xibalba, cujo nome significa submundo, na mitologia Maia.

Ney Santos divulgou nota no dia 10 afirmando estar sendo vítima de perseguição política. Assessores do prefeito eleito garantem que ele vai ser diplomado e tomar posse apesar das acusações feitas pelo Ministério Público. Nas redes sociais vários assessores fazem críticas, levantam suspeitas e até acusações contra o juiz que assinou o pedido de prisão preventiva de Ney Santos. Há relatos até de que eles organizam protesto em frente ao Fórum para defender o prefeito eleito. O Jornal na Net apurou que o grupo político foi orientado a demonstrar apoio e quem desobedecer a essa orientação ficará de fora do governo Ney Santos.

De acordo com o MP a operação apreendeu dezenas de veículos, dinheiro, documentos e computadores. Dos 14 mandados de prisão, 7 foram cumpridos, sendo que os outros 7 denunciados estão foragidos.

A primeira fase da Operação Xibalba reuniu promotores e a Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deu cumprimento a 49 mandados de busca e 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Judicial de Embu das Artes, nos autos da ação penal nº 0008568-06.2016.8.26.0176.

Ainda segundo o MP a investigação que originou a Operação Xibalba identificou uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. O Ministério Público acusa que o esquema era liderado por Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos, presidente da Câmara de Vereadores de Embu das Artes e prefeito eleito.

O Ministério Público diz que Ney Santos responde por liderança na organização criminosa, cuja pena vai de 2 a 8 anos, e a prática, em 130 ocasiões, de lavagem de dinheiro, crime cuja pena prevista em lei para cada fato é de 3 a 10 anos. Os demais denunciados também respondem pelos mesmos crimes.

A Promotoria pede que qualquer informação “sobre o paradeiro dos foragidos” poderá ser noticiada ao Disque Denúncia, através do número 181.

Relembre, no texto abaixo, as afinidades entre Ney Santos e Alckmin.

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ALCKMIN PEDIU VOTO A TUBARÃO DO PCC. POR QUE?
Via Brasil 247 em 17/10/2103

O governador Geraldo Alckmin talvez ainda não saiba, mas bomba nas redes sociais um vídeo composto por duas cenas, em tempos e situações diferentes, com um personagem em comum, mas das quais Alckmin só está presente apenas em uma delas.

Cena 1. Durante a campanha eleitoral para o governo de São Paulo, em 2010, o então candidato tucano é visto num recinto fechado, em torno de pessoas que parecem fazer parte de uma das torcidas organizadas do Santos Futebol Clube, do qual ele notoriamente é torcedor. Gravado por pelo menos duas câmeras, o futuro governador profere um enfático, entusiasmado e irretorquível pedido de votos ao candidato a deputado estadual Ney Santos, do PSC, um jovem com ar de brucutu e camiseta de campanha ao seu lado.

Cena 2. No vídeo seguinte, no mesmo anexo, assiste-se a uma notícia completa exibida no Jornal da Record, que registra a detenção provisória, após as eleições, do mesmo Ney Santos. Ele fora investigado pela polícia por um súbito enriquecimento pessoal, que o levara a sair da cadeia e, nos cinco anos seguintes, acumular uma fortuna que proporcionava ao nome dele a propriedade de uma Ferrari avaliada em R$1,2 milhão, uma Porsche igualmente cara, imóveis e bens de alto valor. Fortuna pessoal estimada em R$50 milhões, com direito a propriedade de vários postos de gasolina. Suspeitava-se que Santos havia se tornado o maior receptador de dinheiro obtido pelas atividades criminosas do PCC – Primeiro Comando da Capital.

Em 2011, presidiários que a polícia considera como integrantes do PCC foram grampeados num telefonema em que informavam um ao outro sobre a “decretação” da morte de Alckmin e outros políticos do governo estadual pela cúpula da organização criminosa.

Tolinho
Por qualquer ângulo que se olhe, a situação é politicamente singular, porém familiar. O tempo em que políticos eram crucificados por aparecerem, em suas campanhas eleitorais, ao lado de personagens suspeitos ou envolvidos em crimes já passou. Compreende-se que as escolhas são, na grande maioria das vezes, involuntárias. O político é procurado e, normalmente, já sai falando a favor de quem o procura, especialmente se for de partido coligado, como era o caso do PSDB com o PSC.

Mas para quem agora tem a redobrada obrigação de enfrentar o continuado crescimento do PCC, Alckmin, no mínimo, se mostrou um grande ingênuo no passado recente. Certamente ele não se sentiria ofendido em ser chamado de tolo por isso. Melhor do que ser apontado, ou aparecer e reconhecer, que sabia exatamente para quem estava pedindo os votos do povo, no caso da impressionantemente forte declaração de apoio a Ney Santos. Certo ou não?

Desse episódio que, para o vídeo que você assistirá abaixo, já despertou quase 100 mil visitas no YouTube, o que se retira é: mais cuidado, governador, na próxima campanha. E, pede-se, esclareça o que ocorreu nesse episódio de apoio ao suspeitíssimo Ney Santos em 2010.

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