Kim Kataguiri vai se aposentar ou foi ajudar a fazer o “Frankenstein” da Previdência?

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Fernando Brito, via Tijolaço em 11/12/2016

Estava lendo a detalhada reportagem do Marcelo Auler sobre a maratona de reuniões do Secretário da Previdência, Marcelo Caetano, com os representantes de gente que ganha dinheiro – muito dinheiro – com previdência privada e praticamente nenhuma com entidades de trabalhadores e me deparei com uma informação que não teve o devido destaque.

É a agenda que está aí em cima, que CUT, CGT e outras centrais sindicais – nem mesmo a Força, no “bom amigo” Paulinho – tiveram: uma reunião de trabalho, na primeira hora, com o Movimento Brasil Livre, a turma do Kim Kataguiri.

Diz Marcelo Auler que Caetano…

concedeu audiência, no dia 6 de outubro, aos representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) cujo grande feito foi ter convocado as manifestações de rua que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff para que colocar em seu lugar o presidente golpista Michel Temer. A representatividade desta entidade é algo totalmente questionável assim como a experiência que seus membros possam ter sobre assunto Previdência. Ou será que eles foram até Marcelo Caetano falar das manifestações de rua?

Já sindicatos e centrais sindicais só foram chamadas em 5 de dezembro, ou seja, dois meses depois dos representantes do MBL. Teoricamente seria um Debate sobre a Reforma da Previdência, mas era evidente que nada se debateria. Basta ver o horário do encontro, 19h00 – com banqueiros e empresários, na maioria das vezes, as conversas ocorreram pela manhã. Sem falar que Marcelo Caetano já chegou no encontro, no Palácio do Planalto, com o texto da reforma pronto. O mesmo que mostrou à imprensa no dia seguinte pela manhã.

Será que a Turma do Kim – não sei se ele oferecer seus préstimos para defender a reforma que reinstitui a escravatura? Foram aprovar “palavras de ordem” do tipo “Cadeia para os velhinhos” ou “Prisão para o ancião”? ou algo mais jovem, quem sabe “Brasil, presente, trabalhe eternamente!”

Não venham com a história que foi para pedir o fim do tempo especial para políticos, porque para isso seria melhor terem ido falar com Rodrigo Botafogo Maia ou Romero Caju Jucá, que, como bem sabe a Odebrecht, são bons em aprovar matérias espinhosas.

O texto do Auler mostra quem teve o privilégio, como os Kinzeiros, de tratar do destino dos velhinhos do Brasil.

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