Odebrecht apresenta prova da propina a Temer, vulgo MT

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Via Brasil 247 em 10/12/2016

Neste momento, Michel Temer deve estar pensando seriamente em sua própria renúncia. O motivo: depois da delação da Odebrecht, que se soma a sua impopularidade gigantesca e à destruição da economia brasileira, não há a menor chance de que ele consiga permanecer na presidência da República por muito tempo.

Na noite de ontem, depois da revelação de que Michel Temer pediu R$10 milhões à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu, que teriam sido entregues parcialmente, numa mala de dinheiro, a seu melhor amigo, Jorge Yunes, que é também tido no mercado como seu parceiro em empreendimentos imobiliários (saiba mais aqui), o Palácio do Planalto reagiu com a seguinte nota:

O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho. As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente.

Pois bem: a Odebrecht sustenta que os pagamentos a Temer saíram do departamento de propinas da empreiteira, eram contrapartidas por favores governamentais – ou seja, propina – e também traz, como prova, um email de Marcelo Odebrecht, o MO, a seus executivos.

Nele, Marcelo diz que só aceitou pagar “depois de muito choro” e que este seria o último pagamento ao “time de MT”, Michel Temer.

Dos R$10 milhões, R$6 milhões teriam sido destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. Os R$4 milhões restantes teriam sido distribuídos a Eliseu Padilha, Yunes, o amigão de Temer, e a Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba.

Ao formular perguntas a Temer, sua testemunha na Lava-Jato, Cunha quis questioná-lo sobre esse pagamento da Odebrecht a ele, via Jorge Yunes, mas o juiz Sérgio Moro vetou as questões.

***

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DELAÇÕES PREOCUPAM TEMER E ORDEM NO GOVERNO É “ESPERAR POEIRA BAIXAR”
Via Valor Econômico em 10/12/2016

Preocupado com os efeitos que a delação da Odebrecht pode causar em seu governo, o presidente Michel Temer pediu cautela a aliados para analisar os detalhes das denúncias que o levavam, junto com seus principais auxiliares, ao centro da Operação Lava-Jato.

Segundo assessores do presidente, a ordem é “esperar a poeira baixar” antes de traçar prognósticos.

Aliados de Temer reconhecem que o momento é delicado, já que as denúncias “envolvem o governo como um todo” e, por isso, defendem, é preciso avaliar a extensão das delações para não tomar “decisões precipitadas”.

Segundo integrantes do Planalto, Temer é um “político experiente” e está “tranquilo”. Ele tem conversado com os assessores mais próximos, inclusive aqueles citados nas delações, mas quer evitar imprimir qualquer caráter de “reunião emergencial” a possíveis encontros durante o fim de semana.

O peemedebista voltou a Brasília de sua primeira viagem ao Nordeste como presidente na noite de ontem, sexta-feira, dia 9/12, quando o site de notícias BuzzFeed divulgou a informação, confirmada pela Folha de S.Paulo, de que um ex-executivo da Odebrecht envolvia Temer e seus principais aliados na Lava-Jato.

Desde então, ele tem acompanhado os desdobramentos das denúncias.

Em acordo de delação premiada, Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, afirmou ter entregado em 2014 dinheiro no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e assessor de Temer.

Os recursos, segundo o ex-executivo da empreiteira, faziam parte de um valor total de R$10 milhões prometidos ao PMDB na campanha eleitoral daquele ano de maneira não contabilizada oficialmente.

Ainda de acordo com Melo Filho, o dinheiro foi negociado em um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença de Temer, do atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, atualmente preso em Curitiba.

Além de Temer, Padilha e Yunes, o ex-executivo cita ao menos outros 20 políticos, entre eles, o secretário de Parcerias e Investimentos do governo, Moreira Franco, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), e os senadores Romero Jucá (PMDB/RR) e Eunício Oliveira (PMDB/CE).

 

Uma resposta to “Odebrecht apresenta prova da propina a Temer, vulgo MT”

  1. Geraldo Lobo Says:

    Coloquem-se nas sandálias do presidente de araque e pensem: se eu renunciar a mamata fica com quem? não seria um presentaço ao STF se eu desse pra trás agora? que fazer com a minha excelente equipe de vigaristas nunca antes tão perfeita? não iriam me comer vivo? Não dá pra pedir arrego, tem que aguentar até o fim. Mas, que fim? Não esperam que a milicada venha me dar a mão, né? Mas, quem sabe? Não tem gente que serve pra tudo?

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