Renan afastado: PT diz que não há motivo para comemorar e propõe eleições diretas para fim da crise no Executivo

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Com afastamento de Renan, Jorge Viana (PT/AC) será o novo presidente do Senado.

Giselle Chassot, via PT no Senado em 5/12/2016

A bancada do PT no Senado vai esperar a comunicação oficial sobre o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB/AL) da presidência da Casa antes de se pronunciar sobre agenda ou pauta de votações. O líder do partido, Humberto Costa (PE) defende serenidade e moderação e diz que, por enquanto, sequer há comunicação oficial sobre a decisão liminar (provisória) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

Na tarde de segunda-feira, dia 5/12, Mello deferiu o pedido da Rede Sustentabilidade e determinou o afastamento de Renan. Ele acolheu o argumento de que réu não pode ocupar cargos na linha sucessória da Presidência da República – ou seja, as presidências da Câmara, do Senado e do próprio STF. A decisão ocorre quatro dias após o plenário do STF receber denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República e transformar o senador em réu, respondendo ação penal pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público).

“O que temos, por enquanto, é a notícia de uma decisão monocrática [tomada por um único juiz] que precisa ser confirmada pelo Pleno”, observou Humberto, respondendo à provocação de um jornalista que insistiu que os senadores do partido saíram da reunião de bancada “comemorando”. “Não há o que comemorar, quando o País vive um momento de grave crise institucional”, rebateu. E insistiu: “Ninguém pode ficar feliz nem se agradar com isso”.

Os repórteres seguiram tentando arrancar uma declaração do líder sobre como o PT se comportaria caso de fato assumisse a presidência do Senado. “A única coisa que posso dizer é que, se a decisão vier a ser confirmada [pelo plenário do STF], não haverá problema de o PT assumir [a presidência do Senado]”, afirmou.

Humberto disse que a saída para a grave crise que começou com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por meio de um golpe parlamentar, se intensificou com o recrudescimento da crise econômica e agora culmina com uma quebra perigosa da normalidade institucional é a convocação de eleições diretas. “Só a saída deste governo e a convocação de eleições diretas seria capaz de garantir legitimidade”, garantiu.

O senador Jorge Viana (PT/AC), que é o primeiro vice-presidente do Senado e, com o afastamento de Renan assumiria a presidência dos trabalhos, não quis comentar a decisão do ministro Marco Aurélio, apesar da insistência dos jornalistas. Como Humberto, ele lembrou que não há comunicado oficial sobre o afastamento de Renan Calheiros.

Redes sociais
A liminar do ministro Marco Aurélio Mello movimentou as redes sociais na segunda-feira, dia 5/12. Pouco depois das dezoito horas, os sites especializados em notícias do Poder Judiciário começaram a divulgar a informação.

A citação a Jorge Viana chegou a ocupar o primeiro lugar entre os trend topics (assunto do momento) do Twitter no Brasil e o quinto no mundo.

Leia também:
Conheça a biografia de Jorge Viana, o novo presidente do Senado

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